Grupo rebelde do Iêmen amplia alertas após ofensiva que deixou 12 mortos e 309 feridos em Riyadh

Rebeldes houthis do Iêmen ameaçam novos ataques contra infraestrutura aeroportuária saudita após ofensiva que deixou 12 mortos e 309 feridos.
Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, ameaçaram abertamente a Arábia Saudita com novas investidas militares contra aeroportos e espaço aéreo. De acordo com informações da agência EFE e Reuters, o grupo ampliou alertas contra a infraestrutura aeroportuária do reino.
O Ministério das Relações Exteriores controlado pelos houthis em Sanaa, capital do Iêmen, declarou que os aeroportos e o espaço aéreo saudita se tornaram alvos legítimos para suas forças. Apenas os aeroportos das cidades sagradas de Meca e Medina ficaram isentos dos alertas, segundo comunicados oficiais e publicações em redes sociais do grupo.
O porta-voz militar dos insurgentes, Yahya Sarea, informou que a operação contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid ocorreu em três fases, começando na noite de sexta-feira e provocando interrupção do tráfego aéreo e fechamento total da instalação.
No sábado, um bombardeio contra o complexo aeroportuário de Riyadh deixou 12 mortos e 309 feridos, segundo fontes médicas e diplomáticas ocidentais. O balanço foi corroborado pela Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita e pelo Saudi Gazette, via agência estatal SPA.
No domingo, ao menos um projétil atingiu o Terminal 4, provocando um incêndio. O porta-voz da coalizão militar anti-houthi liderada pela Arábia Saudita, Turki al Maliki, afirmou que as autoridades competentes estão investigando o incidente. Posteriormente, declarou que as defesas aéreas da monarquia interceptaram e destruíram um míssil de cruzeiro nas imediações da instalação.
Pela emissora de televisão Al Masirah, o ministério advertiu que as operações serão pautadas pelo princípio da reciprocidade diante das ações militares da Arábia Saudita no Iêmen.
“A menos que o inimigo saudita cesse sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir”, afirmou o grupo.
As ameaças já produzem efeitos concretos no setor aéreo. Grandes companhias como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways suspenderam voos para Riyadh em resposta aos alertas.







