HRAC-BR alerta sobre controle de milho tiguera antes do plantio

Plantas voluntárias surgem de grãos deixados no campo após colheita anterior

HRAC-BR alerta sobre controle de milho tiguera antes do plantio
Milho tiguera exige atenção no planejamento da safra

Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas orienta agricultores sobre impactos do milho voluntário no sistema de produção

O Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR) recomenda atenção especial ao milho tiguera durante o planejamento da safra agrícola. Também chamado de milho voluntário, a planta surge a partir de grãos que permanecem no solo após a colheita anterior.

Segundo o HRAC-BR, a presença dessas plantas pode provocar impactos relevantes no sistema de produção quando o controle não é realizado de forma adequada. O órgão orienta que o gerenciamento do milho tiguera deve ser incorporado ao cronograma de atividades antes do início do novo ciclo de plantio.

O milho voluntário emerge naturalmente nas áreas onde houve cultivo anterior da espécie. Os grãos que caem durante a colheita e não são recolhidos permanecem viáveis no solo e germinam nas condições climáticas adequadas, principalmente em períodos de chuva.

O controle inadequado dessas plantas pode resultar em competição por nutrientes, água e luz com as culturas subsequentes. A situação se agrava quando o milho tiguera apresenta resistência a herbicidas, dificultando o manejo integrado da lavoura.

O HRAC-BR orienta que o controle deve ser planejado com antecedência, considerando as opções de manejo mecânico, químico e cultural disponíveis. A escolha da estratégia de controle deve levar em conta o histórico de resistência das plantas daninhas na propriedade e as características da área a ser cultivada.