Hugo Motta agiliza votação da PEC 6×1 no Congresso em fevereiro de 2026

Presidente da Câmara marca sessões para acelerar análise da proposta que reduz jornada semanal de trabalho

Hugo Motta agiliza votação da PEC 6x1 no Congresso em fevereiro de 2026
O presidente da Câmara, Hugo Motta, durante sessão no Congresso. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados — Foto: PB) • Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Hugo Motta marca sessões no Congresso para acelerar aprovação da PEC 6×1, que propõe redução da jornada de trabalho semanal.

Sessões agendadas para acelerar votação da PEC 6×1

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou sessões extraordinárias para os dias 16 e 17 de fevereiro de 2026 com o objetivo claro de acelerar a tramitação da PEC 6×1 no Congresso Nacional. A principal pauta destas sessões é a votação da proposta que pretende reduzir a jornada semanal de trabalho.

A sessão agendada para sexta-feira (17) tem foco especial para acelerar a análise da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o texto recebeu pedido de vista recentemente. O plano de Hugo Motta é que a CCJ vote a proposta na próxima quarta-feira (22) e, em seguida, seja criada uma comissão especial para aprofundar a discussão do tema.

Proposta da PEC 6×1 visa jornada semanal de trabalho com até 40 horas

A PEC 6×1 estabelece que a jornada de trabalho semanal não ultrapasse cinco dias e um limite de 40 horas sem redução de salário, pontos que são considerados fundamentais para a base governista e para partidos como o PT. Essas medidas estão direcionadas a proporcionar mais qualidade de vida ao trabalhador, com impacto potencial significativo no mercado de trabalho brasileiro.

Deputados como Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) são os autores dos projetos que compõem a PEC, defendendo jornadas diferenciadas, como a de quatro dias de trabalho por três de folga, respeitando um teto de 36 horas semanais. O texto em tramitação busca um equilíbrio entre as propostas e a viabilidade política.

Hugo Motta observa maior equilíbrio na proposta da Câmara frente ao PL do governo

Embora o governo tenha apresentado um projeto de lei recente sobre o tema, Hugo Motta declarou que a proposta da Câmara é mais equilibrada e proporciona um âmbito maior de discussão parlamentar. Ele ressaltou a importância de manter o cronograma da PEC para garantir participação ampla dos deputados e maior previsibilidade no processo legislativo.

O presidente da Câmara também salientou que a definição dos cargos de relator e presidente da comissão especial será feita após a aprovação da proposta na CCJ, destacando o protagonismo que a Câmara deseja assumir na pauta.

Vontade política e perspectiva de aprovação da PEC 6×1 no Congresso

Segundo Hugo Motta, há uma vontade política clara no Congresso para a aprovação da PEC 6×1. A maioria dos deputados tem sinalizado apoio à proposta desde que o presidente da Câmara assumiu a condução da pauta. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, reforça que a redução da jornada para cinco dias e 40 horas semanais é inegociável, enquanto outros pontos da proposta podem ser ajustados durante as discussões.

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, tem atuado para alinhar os detalhes da proposta e do cronograma diretamente com a Câmara, fortalecendo o diálogo entre Executivo e Legislativo.

Impactos esperados e desafios para implementação da jornada reduzida

A redução da jornada semanal de trabalho pretendida pela PEC 6×1 pode trazer benefícios para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional dos trabalhadores, além de potencial estímulo à geração de empregos. Entretanto, desafios como a adaptação das empresas e adequação legislativa ainda precisam ser enfrentados.

A tramitação da PEC 6×1 no Congresso em 2026 pode marcar uma mudança importante nas políticas trabalhistas brasileiras, refletindo debates contemporâneos sobre produtividade, saúde no trabalho e qualidade de vida. A atuação de Hugo Motta e a articulação política destacam a busca por um consenso que viabilize a aprovação da proposta.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: PB) • Bruno Spada/Câmara dos Deputados