IBGE registra queda de desemprego no 2º trimestre de 2026, mas desigualdade persiste

Mulheres e pessoas pretas ficam para trás nas contratações, aponta Pnad Contínua

IBGE registra queda de desemprego no 2º trimestre de 2026, mas desigualdade persiste
Seguro-desemprego: pesquisa revela disparidades nas contratações por gênero e raça

Pnad Contínua do IBGE mostra redução do desemprego no 2º trimestre, mas mantém desigualdade estrutural e renda estagnada entre grupos populacionais

A Pnad Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta quinta-feira (14) que o desemprego caiu no segundo trimestre de 2026. Os dados, porém, revelam disparidades profundas entre grupos populacionais no mercado de trabalho.

Segundo a pesquisa, mulheres e pessoas pretas enfrentam taxas de contratação inferiores às de outros segmentos da população. O levantamento indica que essas desigualdades persistem como um fator estrutural da economia brasileira, independentemente da redução geral do desemprego.

A renda dos trabalhadores permanece estagnada, de acordo com a Pnad Contínua. Essa situação significa que mesmo com mais pessoas conseguindo emprego, o poder de compra não acompanha a recuperação do mercado de trabalho.

A maioria dos estados brasileiros apresentou redução no desemprego no período analisado. As variações regionais, contudo, evidenciam que o impacto da queda não é uniforme em todo o país.

A Pnad Contínua monitora continuamente as principais características do mercado de trabalho brasileiro, como taxa de desemprego, população ocupada e renda. Próxima divulgação ocorre no mês de setembro, quando serão divulgados os dados do terceiro trimestre de 2026.