Ibovespa lidera entre bolsas da América Latina com alta de 12,9% em dólar

Mercado brasileiro registra a quarta maior rentabilidade global em janeiro de 2026, aponta consultoria

Ibovespa registra alta de 12,9% em dólar até 22/01/2026, conquistando a 4ª maior rentabilidade global, segundo Elos Ayta.

O Ibovespa, principal índice da B3, destaca-se entre os mercados acionários globais ao registrar uma valorização de 12,89% em dólares no ano até 22 de janeiro de 2026. Este desempenho coloca o índice brasileiro na 4ª posição no ranking mundial elaborado pela consultoria Elos Ayta, que analisou 21 dos principais índices de bolsa sob a ótica do investidor internacional.

Mercado latino-americano em evidência

Os mercados da América Latina dominam as primeiras posições do ranking de rentabilidade global medido em dólar. O índice S&P/BVL General, do Peru, lidera com alta de 20,06%, seguido pelo MSCI Colcap da Colômbia (18,90%) e pelo IPSA, do Chile (13,91%). O Ibovespa aparece logo em seguida, consolidando o protagonismo regional, seguido pelo IPyC do México, com avanço de 9,43%.

Fatores que impulsionam a valorização do Ibovespa

A alta do Ibovespa de 12,89% em dólar se deve tanto à valorização das ações como ao efeito positivo da moeda local. Em reais, o índice apresenta alta de 8,98% no mesmo período. Esta combinação reflete a maior entrada de capital estrangeiro, atraído por mercados emergentes com retorno superior ao das economias centrais, segundo Einar Rivero, CEO da Elos Ayta.

Comparativo com mercados desenvolvidos

Em contraste, os índices dos Estados Unidos apresentam ganhos mais modestos, com o Dow Jones na 13ª posição (2,75%), S&P 500 em 18º (0,99%) e Nasdaq Composite em 19º (0,83%). Na Europa, os avanços ficam próximos ou abaixo de 5%, demonstrando menor dinamismo frente às bolsas latino-americanas.

Perspectivas para o cenário latino-americano

A valorização do Ibovespa representa o melhor resultado mensal desde novembro de 2023, quando o índice subiu 15,32% em dólar. Esse movimento sinaliza um processo de reprecificação dos ativos latino-americanos em 2026, impulsionado por maior apetite ao risco e maior fluxo de investimento estrangeiro, consolidando a região como um polo atrativo no mercado global de capitais.

Este cenário reforça a importância do Ibovespa na composição das carteiras internacionais e evidencia a tendência de valorização dos mercados emergentes neste início de ano.