Impacto do ciclone em São Paulo gera falta de energia

Mais de 37 mil residências ainda enfrentam apagão após tempestade devastadora.

Após o ciclone, São Paulo enfrenta uma crise de energia com 37,4 mil residências sem luz.

Após a passagem do ciclone extratropical que devastou São Paulo, a situação de falta de energia elétrica continua a preocupar, com 37,4 mil residências sem luz na manhã desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025. O evento, que trouxe vendavais de mais de 80 km/h, deixou um rastro de destruição e causou um impacto significativo na vida dos paulistanos.

O impacto do ciclone na cidade

O ciclone, que se formou na quarta-feira (10 de dezembro) e se intensificou na quinta-feira (11), foi o mais prolongado desde que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) começou a registrar dados em 2006. As rajadas de vento, que alcançaram 82,8 km/h, provocaram a interrupção do fornecimento de energia em mais de 137 mil imóveis apenas na cidade de São Paulo. A Enel, responsável pela distribuição de energia elétrica, declarou que já mobilizou quase 1.800 equipes para lidar com os estragos e restabelecer o serviço para cerca de 3,1 milhões de clientes.

A pressão sobre a Enel

Com a situação crítica, o Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu a um pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública, estabelecendo um prazo de 12 horas para que a Enel restabelecesse o fornecimento de energia a todos os clientes. A distribuidora foi advertida de que poderia enfrentar multas de R$ 200 mil por hora, o que intensificou a pressão para a rápida normalização do serviço. Apesar das promessas de normalização até o fim de domingo (14 de dezembro), muitas residências ainda permanecem no escuro.

Mobilização e resposta do governo

O governo federal, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, expressou que não tolerará falhas recorrentes na prestação de serviços essenciais como energia elétrica. Enquanto isso, a Enel continua a enfrentar críticas tanto de autoridades quanto da população, que exige respostas rápidas e eficazes para o restabelecimento do fornecimento de energia, especialmente em áreas consideradas essenciais, como hospitais e serviços de emergência.

Conclusão

A situação de falta de energia em São Paulo após o ciclone evidencia não apenas os desafios impostos por eventos climáticos extremos, mas também a necessidade de uma infraestrutura mais resiliente frente aos desastres naturais. Com a pressão da sociedade e do governo, espera-se que a Enel intensifique seus esforços para resolver a crise e garantir que todos os clientes voltem a ter acesso à energia elétrica o mais rápido possível.