Conselho Deliberativo decide pelo impedimento imediato de Júlio Casares após votação histórica
Impeachment do presidente do São Paulo, Júlio Casares, foi aprovado pelo Conselho Deliberativo com 188 votos favoráveis em votação híbrida.
O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube aprovou o impeachment do presidente Júlio Casares em uma votação histórica realizada na sexta-feira, 16. A decisão, que resultou no impedimento imediato do dirigente, foi tomada após 188 votos favoráveis entre os 223 conselheiros presentes, superando a maioria necessária de 170 para a moção passar.
Processo de impeachment e votação
O processo de impeachment, protocolado por um grupo de conselheiros, fundamentou-se principalmente em acusações de gestão temerária, incluindo a exploração clandestina de um camarote no estádio do Morumbi. A votação ocorreu em formato híbrido, permitindo a participação presencial de 168 conselheiros e 55 de forma online, por meio de aplicativo, garantindo o sigilo dos votos.
Apesar do impedimento imediato de Casares, a decisão ainda não é definitiva. Conforme regimento, o processo será submetido à Assembleia Geral dos sócios do clube, que deverá confirmar ou rejeitar o impeachment em até 30 dias.
Novo comando no São Paulo
Com o afastamento de Casares, quem assume interinamente a presidência é o vice Harry Massis Júnior, empresário do ramo hoteleiro e proprietário de uma rede de estacionamentos em São Paulo. Após a votação, Massis Jr. dirigiu-se aos torcedores reunidos nas proximidades do Morumbi, manifestando apoio ao processo que levou ao afastamento do então presidente.
Reação dos torcedores e conselheiros
A decisão foi recebida com entusiasmo pelas torcidas organizadas, que celebraram com cantos e fogos de artifício ao término da votação, às 22h31. A participação expressiva de conselheiros, tanto presencialmente quanto por meios digitais, demonstra o engajamento da comunidade são-paulina no momento decisivo da gestão do clube.
Contexto e impactos
O episódio marca um momento delicado na história recente do São Paulo, refletindo uma insatisfação generalizada com a condução administrativa da presidência. O resultado do processo em Assembleia Geral será determinante para os rumos futuros da diretoria e da governança do clube.





