Pesquisa da CNDL/SPC Brasil revela aumento de 9,4% na inadimplência e detalha perfil dos devedores
Inadimplência em janeiro de 2026 cresce 9,4%, atingindo 73,3 milhões de brasileiros, o pior índice para o mês na história.
Crescimento da inadimplência em janeiro de 2026 no Brasil
A inadimplência em janeiro de 2026 apresentou um aumento expressivo, atingindo 73,3 milhões de brasileiros negativados, conforme dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil. O crescimento de 9,4% na comparação com janeiro de 2025 representa o pior índice já registrado para este mês na história do país. Esse número corresponde a 43,9% da população adulta, evidenciando um cenário preocupante para a economia nacional.
Perfil dos inadimplentes e distribuição das dívidas
A análise detalhada revela que a inadimplência está concentrada principalmente entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos, onde 52,71% da população encontra-se negativada, somando 17,87 milhões de pessoas. A distribuição por gênero é equilibrada, com leve predominância feminina (51,27%). Em média, cada inadimplente possui uma dívida de R$ 4.898,02, distribuída em aproximadamente 2,26 empresas credoras. Cerca de 30,65% dos consumidores possuem dívidas de até R$ 500, enquanto 43,42% têm débitos de até R$ 1.000, indicando que uma parcela significativa enfrenta dificuldades com valores relativamente baixos.
Impacto regional e variações na inadimplência
No âmbito regional, o Sul do país registrou o maior aumento na inadimplência, com alta de 9,33% em relação ao ano anterior, seguido pelo Sudeste (8,89%), Norte (8,70%), Centro-Oeste (7,42%) e Nordeste (7,06%). Esse crescimento desigual aponta para desafios econômicos específicos em cada região, que podem afetar a recuperação financeira das famílias e o consumo local.
Consequências econômicas e sociais da inadimplência elevada
O aumento da inadimplência em janeiro de 2026 indica um cenário de fragilidade financeira para uma grande parcela da população adulta brasileira. Esse quadro pode pressionar o crédito e reduzir o consumo, impactando negativamente o crescimento econômico. Além disso, a concentração das dívidas em setores financeiros e entre jovens adultos sugere a necessidade de políticas públicas e estratégias de educação financeira para conter esse avanço e promover a estabilidade econômica.
Medidas e perspectivas para o controle da inadimplência
Diante do cenário de alta inadimplência, é fundamental que instituições financeiras e órgãos reguladores adotem medidas para facilitar a renegociação das dívidas e incentivar o controle financeiro individual. A educação financeira e o acompanhamento das condições econômicas regionais são essenciais para reduzir o número de negativados e minimizar os efeitos adversos no mercado de crédito. A continuidade do monitoramento pela CNDL e SPC Brasil oferece dados importantes para orientar ações e políticas na área.





