Indenização de R$ 15 mil para cabeleireira por extração indevida de dentes

Decisão judicial reconhece erro grave em tratamento odontológico em Goiânia

Indenização de R$ 15 mil para cabeleireira por extração indevida de dentes
Tratamento dentário. Foto: Tunvarat Pruksachat/Getty Images

Cabeleireira é indenizada em R$ 15 mil após ter dentes arrancados indevidamente.

Cabeleireira ganha indenização por erro odontológico em Goiânia

Uma cabeleireira de Goiânia foi recentemente indenizada em R$ 15 mil após ter sete dentes extraídos indevidamente em um tratamento odontológico. A decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) foi resultado de um processo que expôs falhas graves na prestação do serviço de saúde.

O tratamento começou em janeiro de 2023, com um contrato que previa a realização de diversos procedimentos, incluindo a entrega de uma prótese dentária provisória. No entanto, segundo a Justiça, essa prótese nunca foi fornecida à paciente. Durante o processo, a cabeleireira pagou quase R$ 10 mil, mas não obteve os resultados esperados, e todos os contatos com a clínica para agendar consultas eram frustrados por adiamentos constantes.

Erros no diagnóstico e planejamento do tratamento

A sentença do TJGO destacou que houve um erro grave no diagnóstico e planejamento do tratamento, resultando em danos físicos e emocionais à paciente. A cabeleireira relatou que a interrupção do tratamento causou transtornos significativos, incluindo problemas emocionais, que a levaram a buscar tratamento contra a depressão.

Além disso, um laudo pericial apontou que o tratamento poderia ter sido conduzido de forma menos invasiva, indicando que a remoção dos dentes não era necessária. Esses fatores levaram a defesa da cabeleireira a argumentar que houve violação dos direitos do consumidor, especificamente no que diz respeito à falta de informações adequadas sobre os riscos do procedimento.

Falhas na comunicação e consentimento

Um dos pontos críticos da decisão judicial foi a análise do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) que a paciente assinou. A Justiça constatou que o documento estava incompleto e apresentava informações genéricas, sem detalhar os potenciais prejuízos da remoção dos dentes. A falta de alternativas apresentadas à paciente antes da extração também foi um fator determinante para a decisão favorável à cabeleireira.

Diante dessas evidências, o tribunal não apenas rescindiu o contrato entre a paciente e a clínica, mas também determinou a restituição dos valores pagos, juntamente com uma multa contratual e danos morais, totalizando R$ 15 mil. Essa decisão representa um importante precedente para casos semelhantes, ressaltando a necessidade de uma comunicação clara e transparente entre profissionais de saúde e pacientes.

Implicações para o setor de saúde

O caso levanta discussões importantes sobre a responsabilidade dos dentistas e a necessidade de garantir que os pacientes sejam plenamente informados sobre os tratamentos que estão prestes a receber. A má prestação de serviços de saúde pode resultar em consequências severas para os pacientes, como evidenciado por esta situação. A Justiça, ao reconhecer a gravidade da situação, envia uma mensagem clara sobre a importância do respeito aos direitos do consumidor na área da saúde.

Essa decisão não apenas garante a reparação à cabeleireira, mas também pode servir como um alerta para outros profissionais da área, enfatizando a importância de seguir protocolos adequados e de manter uma comunicação aberta e informativa com seus pacientes. Os consumidores devem sempre estar cientes de seus direitos, especialmente em situações que envolvem sua saúde e bem-estar.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Tunvarat Pruksachat/Getty Images