Índice de percepção revela disparidades de corrupção na América Latina

Relatório destaca avanços limitados e retrocessos significativos em países da região

Índice de percepção revela disparidades de corrupção na América Latina
Bandeira do Uruguai, país com melhor índice de percepção de corrupção na América Latina. Foto: Bandeira do Uruguai

O índice de percepção de corrupção evidencia que Uruguai lidera na América Latina, enquanto Venezuela permanece no fim do ranking.

Panorama geral do índice de percepção de corrupção na América Latina

O índice de percepção de corrupção, divulgado em 10 de fevereiro de 2026, demonstra que a América Latina enfrenta desafios persistentes neste tema. Esta avaliação, feita pela organização Transparência Internacional, mede a corrupção no setor público através da percepção de especialistas e executivos de negócios. A região, que engloba 21 países avaliados, apresenta poucos avanços, com retrocessos em um terço das nações.

Ranking dos países latino-americanos segundo o índice de percepção de corrupção

O Uruguai aparece no topo da lista regional, com 73 pontos, seguido do Chile (63) e Costa Rica (56). No entanto, o relatório alerta que mesmo esses países enfrentam problemas crescentes relacionados à violência alimentada pela corrupção e pelo crime organizado. No extremo oposto, Venezuela (10), Nicarágua (14) e Haiti (16) ocupam as posições mais preocupantes, refletindo altos níveis de corrupção e instituições fragilizadas.

Impactos da corrupção na política e na sociedade regional

Conforme o estudo, a corrupção tem permitido a infiltração do crime organizado em estruturas políticas de países como Brasil, México e Colômbia, afetando diretamente o cotidiano das populações locais. Essa relação entre corrupção e criminalidade compromete a governança e a segurança pública, dificultando o desenvolvimento social e econômico.

Desafios específicos em transparência e liberdades civis

Países como El Salvador e Equador enfrentam queda na transparência, especialmente devido a legislações restritivas que limitam o financiamento de organizações não governamentais e ampliam a intimidação a meios de comunicação independentes. Essas medidas comprometem o ambiente democrático e a fiscalização da gestão pública.

Recomendações para o fortalecimento do combate à corrupção

Luciana Torchiano, conselheira regional para a América Latina e Caribe da Transparência Internacional, enfatiza a necessidade de colocar a luta contra a corrupção no centro das agendas governamentais. Entre as medidas sugeridas estão a proteção das liberdades fundamentais, o fortalecimento do poder judiciário independente, a intensificação da cooperação internacional em casos de corrupção e o aumento da transparência nas contratações públicas. Essas ações são fundamentais para restaurar a confiança nas instituições e promover a resiliência frente ao crime organizado.

Detalhamento dos scores dos países avaliados na América Latina

Uruguai: 73
Chile: 63
Costa Rica: 56
Cuba: 40
Guiana: 40
Colômbia: 37
República Dominicana: 37
Argentina: 36
Brasil: 35
Equador: 33
Panamá: 33
El Salvador: 32
Peru: 30
Bolívia: 28
México: 27
Guatemala: 26
Paraguai: 24
Honduras: 22
Haiti: 16
Nicarágua: 14

  • Venezuela: 10

Estes dados refletem as disparidades internas e a complexidade enfrentada pela América Latina no enfrentamento da corrupção, ressaltando a urgência de implementar políticas públicas efetivas e fortalecer instituições para reverter o quadro atual.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Bandeira do Uruguai