Indústria do Paraná enfrenta desafios e busca avanços em 2026

Edson Vasconcelos analisa impactos internacionais, nacionais e estaduais para o setor industrial no próximo ano

Indústria do Paraná enfrenta desafios e busca avanços em 2026
Panorama da indústria do Paraná com Edson Vasconcelos discutindo desafios para 2026. Foto: Reprodução

Edson Vasconcelos destaca os principais obstáculos e oportunidades para a indústria do Paraná em 2026, entre eles o comércio internacional, tributos e infraestrutura.

Panorama atual da indústria do Paraná para 2026

A indústria do Paraná enfrenta um cenário de desafios complexos para o ano de 2026. Conforme avalia Edson Vasconcelos, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), a indústria do Paraná precisará superar obstáculos em diversos níveis, desde as dinâmicas internacionais até questões locais, para continuar contribuindo para o desenvolvimento do estado e do Brasil.

No âmbito internacional, o setor industrial sofre com mudanças no comércio global, como o realinhamento do trade mundial promovido pelos Estados Unidos, que implementaram tarifas elevadas, e pela União Europeia, que adotou uma nova legislação de antidesmatamento que afeta diretamente a exportação de produtos brasileiros, principalmente os derivados de madeira, um dos segmentos mais expressivos das exportações paranaenses.

Impactos das políticas nacionais e a pressão tributária

Além dos desafios externos, a indústria do Paraná encara uma conjuntura nacional delicada. Vasconcelos destaca que o ambiente de negócios não tem apresentado avanços significativos; ao contrário, a elevação contínua da carga tributária imposta pelo governo federal tem dificultado o crescimento do setor. O presidente do Sistema Fiep enfatiza a desconexão entre a produtividade do país e a capacidade de carga tributária, que coloca o Brasil em desvantagem frente a outros mercados emergentes e prejudica a competitividade das indústrias locais.

Questões energéticas e infraestrutura logística ameaçam produção

No plano estadual, os problemas também são evidentes. O fornecimento de energia elétrica, vital para a operação das linhas de produção automatizadas, enfrenta instabilidades que se agravaram após a privatização da Copel. Apesar dos diálogos entre indústria e concessionária, as soluções ainda não se materializam, gerando apreensão para o setor.

Outro ponto crítico é a infraestrutura logística. O Paraná perde cerca de R$ 1,5 bilhão por ano devido a ineficiências no transporte, impactando diretamente a competitividade dos produtos no mercado interno, especialmente nas regiões Norte do país, onde o custo do frete torna inviável a distribuição. Vasconcelos ressalta a necessidade urgente de planejamento estratégico de médio e longo prazo para minimizar esse gargalo do chamado Custo Brasil.

Expectativas e propostas para o ano eleitoral de 2026

Com as eleições federais e estaduais em 2026, a Federação das Indústrias do Paraná pretende fortalecer o diálogo com os futuros governantes para apresentar propostas concretas que possam consolidar uma política industrial eficaz e estruturante. A intenção é colaborar para que os gestores compreendam as necessidades do setor e promovam ações que melhorem o ambiente para investimentos e inovação.

Caminho para transformar o Paraná em referência industrial

O objetivo principal do Sistema Fiep, segundo Vasconcelos, é posicionar o Paraná como o melhor lugar do Brasil para instalar e desenvolver indústrias. Para isso, serão fundamentais melhorias na matriz energética, na logística, na desburocratização e na capacitação da mão de obra. Um conjunto integrado de iniciativas que permita superar os atuais obstáculos e potencializar o crescimento sustentável do setor.

A indústria do Paraná está diante de um momento decisivo em 2026, que demandará resiliência, inovação e uma gestão pública alinhada com as necessidades produtivas para assegurar um futuro promissor.

Fonte: ric.com.br

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