Inflação avança 0,33% em janeiro impulsionada pela alta da gasolina

IPCA mantém crescimento estável no início de 2026, refletindo reajustes nos combustíveis e transporte coletivo

Inflação avança 0,33% em janeiro impulsionada pela alta da gasolina
Combustíveis tiveram alta significativa em janeiro de 2026 Foto:

IPCA registra alta de 0,33% em janeiro, com destaque para aumento dos preços da gasolina e reajustes no transporte coletivo.

Inflação avança 0,33% em janeiro de 2026 com impacto da gasolina

A inflação avança 0,33% em janeiro, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE em 10 de janeiro de 2026. Esse resultado mantém a estabilidade da inflação em relação a dezembro do ano anterior, quando o índice também cresceu 0,33%. O principal fator que impulsionou essa variação foi a alta dos preços dos combustíveis, em especial da gasolina, que subiu 2,06% no período. Ações de reajuste nas tarifas do transporte coletivo complementaram esse cenário, refletindo aumentos significativos em cidades como Fortaleza e São Paulo.

Reajustes nos combustíveis e transporte coletivo dominam variação do IPCA

O grupo transportes teve elevação de 0,60% em janeiro, puxado pela alta de 2,14% nos combustíveis, incluindo etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%). O reajuste das tarifas do transporte coletivo urbano reforçou esse impacto, com aumento de 5,14% nos preços dos ônibus urbanos devido à incorporação de reajustes tarifários nos bilhetes, principalmente em Fortaleza e São Paulo. Esses fatores exerceram pressão significativa sobre o índice geral, configurando-se como os principais motores da inflação no início do ano.

Comunicação e saúde também influenciam alta da inflação em janeiro

Além dos transportes, o grupo comunicação registrou variação positiva de 0,82%, influenciada pela alta de 2,61% nos aparelhos telefônicos e reajustes nos planos de TV por assinatura e combos que incluem telefonia, internet e TV. Na área de saúde e cuidados pessoais, o avanço foi de 0,7%, impactado pelo aumento de 1,20% nos artigos de higiene pessoal e 0,49% nos planos de saúde. Essas movimentações nos preços demonstram uma pressão inflacionária em serviços e produtos essenciais ao consumo cotidiano.

Alimentação e habitação apresentam variações divergentes no índice

Enquanto alguns grupos apresentaram alta, alimentação e bebidas desaceleraram de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. Entre os alimentos, o tomate teve alta expressiva de 20,52%, seguido pelas carnes, que subiram 0,84%. Em contrapartida, leite longa vida (-5,59%) e ovo de galinha (-4,48%) registraram quedas nos preços. Já o grupo habitação apresentou uma queda de 0,11%, influenciada pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial. A entrada em vigor da bandeira tarifária verde, que não adiciona custo extra ao consumidor, foi determinante para essa redução.

Diferenças regionais marcam comportamento do IPCA pelo Brasil

Na análise regional, Rio Branco registrou a maior variação do IPCA em janeiro, com 0,81%, influenciada pela alta de 5,34% na energia elétrica residencial e pelo aumento de 1,75% em artigos de higiene pessoal. Por outro lado, Belém teve a menor variação, 0,16%, devido ao recuo de 3,83% na energia elétrica residencial e à queda de 11,01% nos preços das passagens aéreas. Essas disparidades refletem as condições econômicas e tarifárias locais que impactam o custo de vida em diferentes regiões.

INPC também indica aumento nos preços com variação de 0,39% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou alta de 0,39% em janeiro de 2026, superior à variação de 0,21% observada em dezembro. No acumulado dos últimos doze meses, o INPC ficou em 4,30%. Esse indicador mede a inflação para famílias com renda mais baixa e confirma a tendência de aumento nos preços ao consumidor no início do ano.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br