Médico da Faculdade Pitágoras explica como privação de sono persistente interfere em seis áreas da saúde e qualidade de vida

Quando a insônia se torna persistente, ela interfere no funcionamento do cérebro e de outros sistemas do organismo, comprometendo a qualidade de vida
Dormir mal ocasionalmente é comum e pode ocorrer por diversos fatores. Porém, quando a insônia se torna frequente, é importante ficar atento aos sinais. Além do cansaço, a privação de sono pode afetar outras áreas da saúde, provocando sonolência, irritabilidade e dificuldade de concentração.
“A insônia não deve ser vista apenas como uma dificuldade para dormir. Quando se torna persistente, ela pode interferir no funcionamento do cérebro e de outros sistemas do organismo, além de comprometer a qualidade de vida e o desempenho durante o dia”, explica o médico neurologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Dr. Mario Braga.
O sono participa de processos relacionados à aprendizagem e à consolidação da memória. Por isso, noites maldormidas podem dificultar a concentração, o raciocínio e a capacidade de tomar decisões, incluindo desempenho em estudos e trabalho.
“É comum que a pessoa perceba que está mais esquecida, distraída ou demorando mais para realizar tarefas. Esses sinais podem estar relacionados à perda da qualidade do sono”, afirma o neurologista.
A falta de sono pode aumentar a irritabilidade e está associada a sintomas de ansiedade e depressão. A relação também funciona no sentido contrário: alterações emocionais podem contribuir para o surgimento ou agravamento da insônia.
A insônia crônica está associada a maior risco de problemas cardiovasculares, incluindo hipertensão e doença coronariana. “O sono tem um papel importante na regulação cardiovascular. Quando existe uma alteração persistente, o organismo pode permanecer em um estado de maior ativação, aumentando a frequência cardíaca e a liberação de hormônios relacionados ao estresse, como cortisol e adrenalina”, explica Dr. Mario Braga.
Dormir mal também afeta mecanismos relacionados à fome, ao metabolismo e à regulação da glicose. A privação de sono está associada a maior risco de sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2.
O sono participa da regulação do sistema de defesa do organismo. A falta de descanso adequado pode prejudicar a resposta imunológica e aumentar a suscetibilidade a infecções.
Além dos impactos físicos, a insônia afeta as relações interpessoais e a qualidade de vida geral. O descanso adequado é fundamental para manter o bem-estar nos diversos aspectos da saúde humana.






