Inss exige devolução de R$ 300 milhões pelo C6 Bank a aposentados

Órgão suspende novos empréstimos consignados do banco após identificar cobranças irregulares que prejudicaram segurados

Inss exige devolução de R$ 300 milhões pelo C6 Bank a aposentados
Fachada do banco C6 na cidade – Foto: Agência

INSS exige devolução de R$ 300 milhões do C6 Bank a aposentados após identificar irregularidades em empréstimos consignados.

Suspensão dos empréstimos consignados do C6 Bank pelo INSS

O INSS exige devolução de R$ 300 milhões do C6 Bank em decorrência de cobranças indevidas em contratos de empréstimos consignados. A suspensão das novas operações com o banco foi determinada nesta terça-feira, 17 de janeiro de 2026, até que os valores sejam restituídos aos segurados. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades em pelo menos 320 mil contratos, que incluíam custos adicionais referentes a seguros e pacotes de serviços não permitidos.

Impactos das cobranças indevidas aos aposentados e segurados

As cobranças extras reduziam o valor líquido disponível para os beneficiários, comprometendo a renda alimentar dos aposentados. O INSS classificou a conduta do banco como de “elevada gravidade”, ressaltando que a legislação proíbe a inclusão de custos adicionais em crédito consignado, como taxas administrativas ou prêmios de seguros. Dessa forma, a medida visa proteger a margem consignável e garantir a integridade financeira dos segurados.

Defesa do C6 Bank frente às acusações do INSS

O C6 Bank emitiu nota oficial discordando integralmente da interpretação do INSS e afirmou que buscará seu direito de defesa na esfera judicial. Segundo o banco, não houve prática de irregularidades e todas as normas vigentes foram rigorosamente seguidas. Além disso, o C6 esclareceu que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à aquisição de outros produtos, e que não realiza descontos mensais referentes a pacotes de benefícios.

Contexto regulatório e proteção dos beneficiários em operações de crédito consignado

A atuação do INSS reforça a regulamentação que protege os beneficiários de empréstimos consignados contra cobranças abusivas que possam comprometer sua renda. A margem consignável é um limite estabelecido para assegurar que os descontos não prejudiquem o sustento básico dos aposentados e pensionistas. Casos como o identificado no C6 Bank evidenciam a necessidade de fiscalização rigorosa e de mecanismos que garantam transparência e justiça nas operações de crédito destinadas a esse público.

Consequências para o sistema financeiro e para os segurados

A suspensão imposta ao C6 Bank pode gerar um impacto significativo no mercado de crédito consignado, levando outras instituições a revisarem suas práticas para evitar penalidades similares. Para os segurados, a medida representa uma proteção contra descontos indevidos e uma garantia de que valores cobrados irregularmente sejam devolvidos e corrigidos. O desenrolar desse caso também pode influenciar futuras regulamentações e fiscalizações no setor.

A análise dos fatos demonstra a importância do controle rigoroso em operações financeiras que envolvem aposentados e pensionistas, buscando resguardar seus direitos e a estabilidade econômica dessa parcela vulnerável da população.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Agência