Inovação tecnológica favorece aumento de receita e redefine cenário de emprego no setor agropecuário brasileiro

Um terço das empresas do agronegócio brasileiro registrou crescimento de receita com a adoção da inteligência artificial, segundo pesquisa global.
Impacto da inteligência artificial no agronegócio brasileiro em 2026
A inteligência artificial no agronegócio tem promovido mudanças significativas, com 33% das empresas brasileiras do setor relatando aumento de receita após sua adoção. Segundo a 29ª Global CEO Survey, realizada pela PwC, essa evolução tecnológica está redefinindo a gestão, os processos e o ambiente competitivo do agronegócio no Brasil. Mayra Theis, sócia e líder do setor de Agronegócio da PwC Brasil, destaca que a inovação tornou-se central para a estratégia das empresas, superando em expressividade a média global do setor.
Redução de custos e ganhos de eficiência com a implementação da IA
Além do crescimento no faturamento, 33% das companhias do agronegócio associam a inteligência artificial à redução de custos, resultado da automação e otimização de processos. A aplicação da IA tem permitido decisões mais informadas e maior eficiência na gestão, consolidando a tecnologia como ferramenta essencial para aumentar a competitividade. Para quase metade dos líderes ouvidos, os custos mantiveram-se estáveis, indicando que o impacto econômico da IA ainda pode se expandir com a incorporação de novas soluções.
Efeitos da inovação tecnológica no mercado de trabalho do setor agropecuário
A pesquisa revela uma previsão preocupante: 60% dos CEOs do agronegócio antecipam uma menor demanda por profissionais em início de carreira nos próximos três anos, consequência direta da automação e das mudanças nos processos produtivos. Por outro lado, a necessidade de profissionais de nível médio e sênior deve sofrer menor impacto. Essa transformação exige uma revisão das políticas de treinamento e qualificação, para que o setor mantenha sua produtividade frente às novas exigências tecnológicas.
Estratégias de expansão e colaboração no agronegócio brasileiro
O estudo aponta que 51% das empresas do setor passaram a atuar em novos mercados, e 38% consolidaram parcerias com fornecedores, startups e universidades para acelerar a inovação. Essa movimentação supera a média global e evidencia a busca do agronegócio brasileiro por ampliar sua inserção internacional e fortalecer a capacidade inovadora, alinhando-se às tendências da economia digital e sustentável.
Desafios econômicos e perspectivas cautelosas para o setor nos próximos anos
Apesar dos avanços tecnológicos, o otimismo entre os líderes do agronegócio encontra-se moderado. Apenas 50% esperam crescimento global acelerado no próximo ano, queda em relação ao ano anterior, e 58% projetam expansão da economia brasileira, também menor que a pesquisa anterior. A preocupação com inflação, mudanças climáticas e instabilidade macroeconômica permanece alta, exigindo que a gestão dos CEOs equilibre prioridades de curto prazo com planejamento estratégico de longo prazo para assegurar sustentabilidade e competitividade.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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