Executivos do varejo alertam que a adaptação à IA é essencial para a sobrevivência das lojas no mercado atual

Executivos reforçam que lojas que não adotarem inteligência artificial podem desaparecer diante da nova dinâmica de consumo digital.
A inteligência artificial no varejo domina discussões em Nova York
A inteligência artificial no varejo foi o tema central do Retail’s Big Show, evento promovido pela Federação Nacional do Varejo dos Estados Unidos, que reuniu mais de 40 mil participantes e 1.025 expositores no centro de convenções Jacob K. Javits, em Nova York. Executivos, incluindo o CEO do Magazine Luiza, Fred Trajano, destacaram que a IA é a pauta dominante, anunciando mudanças profundas na forma como as lojas se relacionam com os clientes e competem no mercado.
Impacto da inteligência artificial na experiência do cliente e estratégias digitais
Líderes do varejo alertam que a inteligência artificial no varejo não é mais opção, mas necessidade. Debra Langsley, investidora e conselheira da NRF, explicou que consumidores utilizam comandos em linguagem natural via IA para pesquisas, e que empresas precisam adaptar seus dados para esses novos formatos de busca, sob risco de desaparecer da jornada do cliente. Além disso, o Google lançou o Universal Commerce Protocol (UPC), permitindo que o consumidor realize toda a compra diretamente pela IA, o que redefine o papel das plataformas digitais no comércio.
Inovação brasileira e o avanço dos agentes virtuais no atendimento
No painel “Novos modelos de negócios”, Fred Trajano compartilhou a trajetória do agente virtual Lu, do Magazine Luiza, criado há mais de 20 anos em homenagem à fundadora da empresa. Com o avanço das LLMs (modelos de linguagem de grande escala), a Lu evoluiu para oferecer atendimento mais humano e encantador, superando barreiras do varejo online tradicional e aproximando a experiência digital da física.
A inteligência artificial no varejo: otimizando processos internos e decisões
Além do atendimento, a IA está revolucionando a gestão interna das empresas. Newton Ribeiro, do empório Casas Pedro, destacou a substituição dos tradicionais BIs por plataformas inteligentes semelhantes ao ChatGPT, que facilitam análises intuitivas e dinâmicas, como comparar vendas e margens em diferentes períodos, tornando a tomada de decisões mais ágil e precisa.
Perspectivas do mercado de trabalho diante da adoção da inteligência artificial
Executivos brasileiros, como Erlon Ortega, presidente da Apas, afirmam que a inteligência artificial no varejo não deve gerar demissões significativas, mas aumentar a produtividade e ajudar na expansão dos negócios. Fred Trajano reforça que o foco inicial é potencializar a receita por funcionário e melhorar processos, rejeitando a ideia de redução imediata de postos de trabalho. Essa visão aponta para um cenário de transformação gradual e ganhos de eficiência no setor.
Conclusão: adaptação à inteligência artificial é crítica para a sobrevivência no varejo
A análise dos debates e lançamentos apresentados no Retail’s Big Show evidencia que a inteligência artificial no varejo está redefinindo todas as etapas da cadeia comercial, desde o relacionamento com o cliente até a gestão interna. A sobrevivência das lojas dependerá da capacidade de incorporar essas tecnologias, atualizar estratégias de dados e oferecer experiências digitais integradas e personalizadas. O alerta dos líderes do setor é claro: a falta de adaptação pode significar o desaparecimento no mercado cada vez mais competitivo e automatizado.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





