CNC aponta otimismo entre consumidores e empresários para o final do ano

A intenção de consumo das famílias subiu 4,9% em dezembro de 2025, segundo a CNC, refletindo otimismo entre consumidores.
Os dados mais recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que a intenção de consumo das famílias cresceu 4,9% em dezembro de 2025, subindo para 98,6 pontos. Esse aumento representa um otimismo crescente entre os consumidores brasileiros, especialmente em um mês que tradicionalmente favorece o comércio devido às celebrações de fim de ano.
O cenário de otimismo no comércio
Essa melhora na intenção de consumo pode ser atribuída, em grande parte, ao impacto sazonal de datas como a Black Friday e o Natal, que impulsionam as vendas e incentivam os consumidores a realizarem compras. A CNC destaca que esse crescimento é um reflexo da confiança moderada no futuro econômico, mesmo em meio a desafios como os altos juros que ainda persistem na economia.
O presidente da CNC, José Roberto Tadros, enfatiza a importância do fim de ano para a recuperação da confiança dos consumidores, afirmando que “a reação da intenção de consumo mostra a resiliência das famílias e o peso das datas sazonais para a economia”.
Detalhes do aumento na intenção de consumo
Na análise dos componentes da ICF, todos os sete indicadores mostraram crescimento em dezembro. O emprego atual teve um aumento de 4,1%, alcançando 120,2 pontos, enquanto a renda atual subiu 4,4%, totalizando 117,6 pontos. Outros indicadores, como o nível de consumo atual e a perspectiva profissional, também mostraram aumentos significativos.
Adicionalmente, a intenção de consumo cresceu tanto entre as famílias de baixa renda, com um aumento de 5,1% entre aquelas que ganham menos de 10 salários mínimos, quanto entre as de alta renda, que registraram um crescimento de 4,2%.
Confiança dos empresários
Paralelamente, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) também apresentou uma alta de 2,3% em dezembro, atingindo 101,7 pontos, o que demonstra um ambiente otimista. No entanto, na comparação anual, o Icec teve uma queda de 5,9%, evidenciando que, apesar do otimismo atual, ainda existem desafios a serem enfrentados no longo prazo.
O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, ressalta que, embora os indicadores mostrem uma recuperação pontual, a incerteza em relação aos juros e o custo do crédito continuam a ser os principais obstáculos para um crescimento mais robusto da economia. A recuperação do consumo e a confiança dos empresários são sinais positivos, mas ainda dependem de um ambiente macroeconômico favorável para se consolidar de forma duradoura.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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