Justiça determina suspensão das atividades da instituição após alerta de ex-funcionária.
A Justiça interditou uma creche em São José do Rio Preto após denúncias de maus-tratos e insalubridade.
Interdição da creche em São José do Rio Preto
A interdição de uma creche particular em São José do Rio Preto, ocorrida em 14 de dezembro de 2025, marca um desdobramento significativo em torno de graves acusações de maus-tratos a crianças que frequentavam a instituição. A decisão judicial, proferida pelo juiz Evandro Pelarin, foi motivada por indícios alarmantes de violações dos direitos das crianças, conforme relatado por mães que receberam bilhetes de alerta de uma ex-funcionária.
A gravidade das denúncias
Os bilhetes, que foram encontrados escondidos em lancheiras e mamadeiras, revelaram uma realidade preocupante dentro da creche. As mães, ao tomarem conhecimento do conteúdo, registraram boletins de ocorrência e acionaram as autoridades competentes, resultando em uma investigação formal. A Justiça, ao analisar a situação, identificou condições insalubres, a insuficiência de cuidadores e o tratamento inadequado de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A posição da direção da creche
Em resposta às acusações, a direção da creche emitiu uma nota na qual nega veementemente as alegações, afirmando que as imagens e vídeos divulgados nas redes sociais foram apresentados fora de contexto. Segundo a administração, a rotina da creche é pautada pelo cuidado e proteção das crianças, e as situações mencionadas seriam pontuais e já corrigidas. A direção também afirmou que está tomando medidas legais para se defender e esclarecer os fatos.
A intervenção da Justiça
Após a determinação de interdição, os serviços da creche foram suspensos e as crianças foram devolvidas aos seus responsáveis. A Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Educação foram envolvidas para acompanhar o processo de investigação. A decisão reflete a seriedade das alegações e a necessidade de garantir a segurança dos menores.
O que vem a seguir?
O delegado Amaury Scheffer de Oliveira Junior confirmou que um inquérito policial foi instaurado para apurar as denúncias. A comunidade está atenta aos desdobramentos desse caso, que toca em um tema sensível e de extrema importância: a proteção das crianças em ambientes de cuidado.
A situação levanta discussões sobre a responsabilidade das instituições de ensino e a vigilância necessária para assegurar que os direitos das crianças sejam sempre respeitados. O caso continua em andamento, e novas informações devem surgir conforme as investigações progridem.





