Internação involuntária em Curitiba tem decisão médica definitiva

Prefeito Eduardo Pimentel reforça protocolo técnico para tratamento de pessoas em situação de rua com transtornos mentais

Internação involuntária em Curitiba tem decisão médica definitiva
Mulher em situação de rua acolhida por internação involuntária em Curitiba Foto: s com o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e uma mulher em situação de rua que foi internada de forma involuntária

Internação involuntária em Curitiba seguirá protocolo médico rigoroso, afirma prefeito Eduardo Pimentel, visando preservar vidas.

Protocolo rigoroso define internação involuntária em Curitiba

A internação involuntária em Curitiba, conforme detalhado pelo prefeito Eduardo Pimentel em 13 de janeiro, seguirá um protocolo técnico rigoroso. Essa medida, implementada pela Secretaria Municipal de Saúde, prioriza critérios médicos especializados para casos em que pessoas em situação de rua apresentam transtornos mentais graves, com ou sem associação ao uso abusivo de álcool e drogas.

Critérios técnicos para internação e decisão médica final

O prefeito Eduardo Pimentel esclareceu que a internação involuntária será uma exceção reservada aos casos em que o indivíduo perde o controle das ações e representa perigo para si ou terceiros. A palavra final sobre a necessidade do internamento cabe a um médico psiquiatra, garantindo que o processo seja técnico e não político. Essa abordagem visa preservar a vida do paciente e das pessoas ao seu redor, reforçando que a decisão é fundamentada em avaliações clínicas detalhadas.

Implementação do protocolo e primeiro caso registrado

O protocolo foi aplicado pela primeira vez em 9 de janeiro, quando uma mulher em situação de rua, dependente química e com histórico policial, foi internada de forma involuntária na região da Avenida das Torres. O laudo médico emitido pela Secretaria de Saúde autorizou seu acolhimento, e ela foi levada em ambulância do Samu para uma Unidade de Estabilização Psiquiátrica, onde iniciou processo de desintoxicação e estabilização clínica.

Plano terapêutico e acompanhamento pós-internação

Após a estabilização, a paciente será transferida para um leito de saúde mental, onde receberá um plano terapêutico individualizado. A prefeitura garantirá o acompanhamento contínuo por equipes de saúde e o suporte necessário para reinserção social, demonstrando compromisso com o tratamento integral e humanizado.

Estrutura e legalidade asseguradas para o tratamento involuntário

Curitiba dispõe de 200 vagas para internações involuntárias e poderá ampliar a capacidade com recursos próprios, inclusive na rede privada, se necessário. Eduardo Pimentel destacou que todos os procedimentos legais foram cuidadosamente estudados e respaldados por oito leis federais, incluindo a Lei Antidrogas e o Sistema Único de Saúde (SUS). A prefeitura mantém a tranquilidade quanto ao cumprimento das normas para salvar vidas, reforçando o caráter técnico e legal da medida.

A internação involuntária em Curitiba representa uma resposta técnica e humanitária a uma questão complexa, buscando equilibrar direitos individuais com a proteção da vida e da saúde pública. A decisão médica como última instância no processo assegura a seriedade e a imparcialidade do procedimento, enquanto o acompanhamento contínuo e planos terapêuticos personalizados indicam um compromisso com a reintegração social dos envolvidos.

Fonte: ric.com.br

Fonte: s com o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e uma mulher em situação de rua que foi internada de forma involuntária