Testemunhas relatam violência doméstica e abuso no ambiente de trabalho que antecederam morte da policial militar

Depoimentos revelam que tenente-coronel teria agredido PM Gisele dentro do batalhão antes de sua morte, em caso tratado como feminicídio.
Detalhes da agressão de tenente-coronel contra PM Gisele dentro do batalhão
A agressão tenente-coronel pm Gisele ocorreu durante o expediente no batalhão da Polícia Militar, conforme relatos colhidos em depoimento à Corregedoria da corporação. Segundo uma testemunha que atua no Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria agredido fisicamente sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, em uma área administrativa de acesso restrito. A violência aconteceu durante uma discussão motivada por ciúmes, na qual ele a segurou pelos braços e a pressionou contra a parede.
Impacto e repercussão da violência no ambiente de trabalho da Polícia Militar
O episódio de agressão gerou constrangimento e preocupação entre os policiais que presenciaram a cena no batalhão. Outra testemunha relatou à Corregedoria que as câmeras registraram um aperto no pescoço da policial, realizado com força suficiente para prejudicar sua respiração. A investigação reforça que esses episódios não foram isolados, pois colegas da vítima mencionaram outras situações de tensão e atitudes abusivas do tenente-coronel, inclusive durante o expediente.
Padrão de comportamento abusivo e relação marcada por controle e ciúmes excessivos
O conjunto de depoimentos descreve um padrão recorrente de violência doméstica e psicológica no relacionamento entre a PM Gisele e o tenente-coronel Geraldo. As testemunhas indicam que os conflitos frequentes, o controle intenso e os ciúmes excessivos foram elementos constantes durante a relação do casal, refletindo também no ambiente profissional em que atuavam juntos.
Processo administrativo para expulsão do tenente-coronel da Polícia Militar
Em paralelo às investigações criminais, a Polícia Militar instaurou um processo disciplinar para expulsar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto da corporação. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, confirmou que o procedimento ocorre simultaneamente às apurações e assegura o direito à ampla defesa e ao contraditório, o que pode prolongar o julgamento. O corte do salário do militar ocorreu quando ele foi encaminhado ao sistema prisional.
Perspectivas da defesa e próximos passos no caso da morte da policial militar
A defesa do tenente-coronel informou que exercerá a plena defesa durante o Conselho de Justificação instaurado. O advogado ressaltou a confiança na proclamação da inocência administrativa de Geraldo Neto. Enquanto isso, a investigação continua buscando esclarecer as circunstâncias que antecederam a morte da PM Gisele Alves Santana, cujo falecimento ocorreu com um disparo na cabeça em 18 de fevereiro, sob forte suspeita de feminicídio e violência doméstica.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Brasil





