Educador marcou a história da educação paranaense com dedicação e pioneirismo

Ipê amarelo plantado pelo professor Aristeu Costa Pinto em Ponta Grossa se tornou símbolo do seu legado dedicado à educação no Paraná.
O ipê amarelo plantado pelo professor Aristeu Costa Pinto em meados de 1951 diante do Colégio Júlio Teodorico, em Ponta Grossa, é muito mais que uma árvore florida: é um símbolo vivo do seu legado educacional que atravessa gerações na cidade e no Paraná.
A trajetória do professor Aristeu Costa Pinto
Nascido em 11 de março de 1916, Aristeu dedicou sua vida à educação com uma atuação pioneira e um compromisso profundo com os melhores métodos de ensino. Casado com Rosiris da Rosa Alves Pinto, teve quatro filhos e foi reconhecido pela seriedade, gentileza e amor pelos alunos.
Durante sua carreira, lecionou História em instituições como o Colégio Instituto de Educação, Colégio Regente Feijó e Academia Altair Mongruel, além de atuar como regente e diretor em escolas de diversas cidades paranaenses incluindo Jaguariaíva, Rebouças e Londrina.
Sua participação em órgãos educacionais foi ampla, destacando-se sua atuação no Conselho Estadual de Educação e na Secretaria Municipal de Educação. Em 1974, assumiu como supervisor da Fundação Mobral para promover a alfabetização em várias cidades, reforçando o compromisso com a educação de adultos e crianças.
Direção do Grupo Educacional Júlio Teodorico
Entre 1941 e 1945 e posteriormente entre 1951 e 1969, Aristeu esteve à frente do Grupo Educacional Júlio Teodorico, onde conquistou grande respeito e confiança da comunidade de Ponta Grossa. Sob sua direção, a instituição consolidou-se como referência em ensino de qualidade.
Foi durante sua segunda gestão que o icônico ipê amarelo foi plantado, uma iniciativa que envolveu seu filho primogênito, então aluno do colégio, e que hoje embeleza a Rua Balduíno Taques e a fachada da escola há 74 anos, tornando-se um marco visual e simbólico da cidade.
Reconhecimento e legado
Aristeu Costa Pinto recebeu diversas homenagens em vida, como a placa de patrono da Escola Municipal que leva seu nome, e foi destaque em reportagens que enalteceram sua carreira como “herói anônimo da sociedade”. Mesmo aos 81 anos, afirmava sua paixão pelo trabalho educativo, ressaltando a importância de lidar com crianças e jovens como esperança do futuro.
Além de sua atuação na educação formal, ele organizou a primeira pré-escola da cidade e promoveu a alfabetização de adultos por meio do MOBRAL, demonstrando uma visão ampla e inclusiva do ensino.
Memórias da comunidade
Alunos e familiares guardam com carinho as lembranças do professor, como a neta Rossana Bührer, que destaca a importância das aulas de história e a presença acolhedora do diretor que animava as crianças com cantigas de roda durante o recreio.
A artista plástica Emanuel Sansana também imortalizou o ipê amarelo em sua obra “O ipê do Colégio Júlio Teodorico”, em homenagem aos 198 anos de Ponta Grossa, perpetuando a ligação entre educação, cultura e natureza.
Aristeu faleceu em 5 de julho de 2004, deixando uma herança de dedicação, pioneirismo e amor pela educação que continua inspirando professores e estudantes no Paraná.





