Irã avisa que reagirá a qualquer ação dos EUA com ataques diretos

Parlamento iraniano ameaça retaliar bases e navios americanos em caso de intervenção militar

Irã avisa que reagirá a qualquer ação dos EUA com ataques diretos
Parlamento iraniano em Teerã Foto:

Irã reagirá a qualquer ação dos EUA e ameaça atacar bases e navios norte-americanos, segundo chefe do parlamento iraniano.

Irã reagirá a qualquer ação dos EUA com ataques severos, alerta Parlamento

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, avisou que o Irã reagirá a qualquer ação dos EUA na região, com ataques direcionados às bases militares, navios e alvos norte-americanos. Em pronunciamento transmitido pela emissora estatal Press TV em 12 de janeiro de 2026, Qalibaf desafiou os EUA a “virem e verem o que acontecerá”, enfatizando que esses ataques seriam uma resposta tão severa que deixaria uma “lição histórica duradoura” para os governantes opressores dos Estados Unidos.

Contexto dos protestos internos e repressão no Irã

Nas últimas semanas, o Irã enfrenta uma onda de protestos que reivindicam a derrubada do regime dos aiatolás, além de críticas ao alto custo de vida e à inflação crescente que desvaloriza a moeda nacional. Centenas de manifestantes já morreram devido à repressão das autoridades locais, que intensificaram ações de controle e violência contra os protestos. Este cenário aumentou a tensão política no país, colocando autoridades iranianas em posição defensiva diante das ameaças externas e internas.

Tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã na região

O governo dos EUA fez ameaças explícitas de atacar pontos estratégicos iranianos caso a repressão aos manifestantes continue. O Irã, por sua vez, acusa os Estados Unidos de conspirar com Israel para agravar a crise interna e desestabilizar seu governo. Fontes indicam que o primeiro-ministro israelense e altos representantes americanos discutiram possibilidades de intervenção no território iraniano, ampliando as preocupações internacionais sobre o possível escalonamento do conflito.

Autoridades iranianas dialogam, mas mantêm postura firme para guerra

Apesar das ameaças e da instabilidade, altos funcionários iranianos afirmam estar abertos ao diálogo, desde que baseado no respeito mútuo e igualdade de direitos. Abbas Araghchi, chefe das Relações Exteriores da República Islâmica, declarou em conferência com embaixadores estrangeiros que o país “não busca a guerra, mas está totalmente preparado para ela”. Essa dualidade evidencia a complexidade da situação diplomática e militar na região.

Representações simbólicas e retóricas contra liderança americana

O aiatolá Ali Khamenei, autoridade máxima religiosa e política do Irã, publicou uma montagem do presidente dos Estados Unidos retratado como um sarcófago destruído, comparando-o a figuras históricas depostas em seus momentos de maior poder. Essa representação reforça o discurso de resistência e soberania iraniana frente às pressões externas e simboliza o antagonismo fundamental entre os dois países.

A conjuntura atual do Irã apresenta riscos elevados para a estabilidade regional e global, especialmente diante da escalada retórica e militar envolvendo os Estados Unidos e seus aliados. A postura do Parlamento iraniano, manifestada pelo presidente Mohammad Baqer Qalibaf, sinaliza um endurecimento da resposta iraniana a qualquer intervenção externa, o que pode desencadear consequências significativas para a geopolítica do Oriente Médio.

Fonte: noticias.uol.com.br