Israel escolhe 120 parlamentares em votação marcada por fragmentação política

Eleição legislativa de hoje definirá se Netanyahu forma nova coalizão ou se oposição assume poder no país

Israel escolhe 120 parlamentares em votação marcada por fragmentação política
Cidadãos israelenses votam nesta terça-feira (27) para eleger os 120 integrantes do Knesset

Israel vai às urnas nesta terça-feira (27) para eleger os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento do país. A votação é a primeira desde os ataques terroristas de 2023.

Os cidadãos de Israel vão às urnas nesta terça-feira (27) para eleger os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento do país.

Esta é a primeira votação legislativa realizada desde os ataques terroristas de 2023 e ocorre em cenário de fragmentação política. A eleição decidirá se o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu consegue formar uma nova coalizão ou se a oposição assume o poder.

Diferente do sistema presidencialista brasileiro, os israelenses não votam diretamente para primeiro-ministro, mas em listas de partidos para o Knesset. O órgão possui 120 cadeiras e, para governar, um líder político precisa formar coalizão que reúna apoio de pelo menos 61 deputados. Como o cenário político local é muito dividido, nenhum partido costuma alcançar essa maioria sozinho, o que exige negociações intensas e alianças entre diferentes legendas após a votação para definir quem ocupará o cargo de chefia do Poder Executivo no país.

Netanyahu, de 77 anos, busca a reeleição liderando o Likud, partido de direita, com apoio de grupos nacionalistas e religiosos. Seu principal rival é Gadi Eisenkot, ex-comandante das Forças Armadas, que lidera o partido de centro Yashar. Eisenkot foca sua campanha na segurança nacional e na reorganização das instituições.

Outros nomes relevantes incluem os ex-premiês Naftali Bennett e Yair Lapid, que se uniram no partido B’Yachad para atrair eleitores insatisfeitos, além de lideranças como Avigdor Lieberman, do Israel Beiteinu, e o ex-general Yair Golan, do partido Democratas.

Os ataques do Hamas em outubro de 2023 são o fator central para a maioria dos eleitores judeus, gerando debates sobre falhas de segurança e a condução das guerras em Gaza e no Líbano. Outro ponto polêmico é a isenção do serviço militar para jovens ultraortodoxos, defendida pelos aliados religiosos de Netanyahu, mas combatida pela oposição. Além disso, a reforma do Judiciário, que visa limitar o poder dos magistrados, continua dividindo a sociedade entre aqueles que buscam fortalecer o governo eleito e os que temem pela independência da Justiça e pelo equilíbrio democrático.