Jogo do Tigrinho: influenciador investigado retorna a Curitiba e enfrenta restrições judiciais

Eduardo Felipe Campelo regressa ao Brasil após prisão em Dubai e mantém defesa sobre legalidade de sua atuação na divulgação de jogos

Jogo do Tigrinho: influenciador investigado retorna a Curitiba e enfrenta restrições judiciais
Eduardo Felipe Campelo, influenciador investigado pela Polícia Civil, retorna ao Brasil após investigação do Jogo do Tigrinho. Foto: s de Eduardo Felipe Campelo

Após prisão em Dubai e meses detido, Eduardo Felipe Campelo retorna a Curitiba para responder em liberdade por divulgação do Jogo do Tigrinho.

Contexto do caso envolvendo o Jogo do Tigrinho e a investigação policial

O Jogo do Tigrinho tornou-se alvo de investigação da Polícia Civil do Paraná devido à divulgação e promoção irregular em redes sociais. Eduardo Felipe Campelo, influenciador digital, foi apontado como um dos principais envolvidos nessa prática. As autoridades suspeitam que ele tenha movimentado mais de R$ 8 milhões com publicidade considerada ilegal, o que resultou na deflagração de uma operação em 2023. Na ocasião, Eduardo e outros influenciadores foram presos e posteriormente liberados, mas a investigação prosseguiu, reforçando o foco na fiscalização da divulgação de jogos de azar não autorizados no Brasil.

A prisão em Dubai e a repercussão internacional

Em julho de 2025, Eduardo Felipe Campelo foi preso nos Emirados Árabes Unidos, em Dubai, após ter seu nome incluído na lista de procurados da Interpol. A detenção ocorreu devido ao descumprimento de uma ordem judicial brasileira que determinava sua prisão preventiva. Ele permaneceu detido durante dois meses, período em que houve repercussão sobre sua ostentação de vida luxuosa, interpretada por algumas autoridades como deboche. Sua prisão internacional evidenciou a complexidade do caso e a internacionalização da fiscalização sobre a divulgação de jogos de azar.

Retorno a Curitiba e medidas judiciais impostas

Após decisão judicial em dezembro de 2025, Eduardo teve o pedido de prisão revogado e recebeu autorização para retornar ao Brasil, o que ocorreu em 12 de janeiro de 2026. Apesar da liberdade, ele está sujeito a medidas cautelares rigorosas: teve o passaporte apreendido, está proibido de deixar o país sem autorização judicial, deve se apresentar periodicamente à Justiça e está impedido de promover plataformas de apostas não regulamentadas. Essas medidas visam garantir o andamento do processo e minimizar riscos associados a eventuais novas infrações.

Defesa do influenciador e posicionamento sobre a legalidade da atividade

O advogado Caio Percival, responsável pela defesa de Eduardo, argumenta que não há crime na atividade exercida, ressaltando a ausência de organização criminosa. Segundo ele, o processo judicial busca demonstrar a legalidade da divulgação de jogos praticada pelo influenciador. Eduardo, por sua vez, afirmou que pretende continuar atuando em publicidade, mas de maneira legal e regulada, focando apenas em plataformas autorizadas pelo Ministério da Fazenda. Ele reforça sua confiança na Justiça e o desejo de cumprir com suas obrigações fiscais e legais.

Impactos sociais e pessoais decorrentes do processo judicial

O caso do Jogo do Tigrinho e a repercussão em torno de Eduardo Felipe Campelo tiveram desdobramentos pessoais significativos. O influenciador esteve afastado da família, principalmente de seu filho de oito anos, durante quase dois anos de ausência no Brasil. Ele revelou o medo que motivou sua saída do país em 2024 e a ansiedade em retornar sem ser detido. O processo evidencia como investigações de grandes proporções podem afetar diretamente a vida privada dos envolvidos, além dos aspectos legais e econômicos relacionados ao setor de jogos e publicidade.

Fonte: ric.com.br

Fonte: s de Eduardo Felipe Campelo