Jorge Messias esclarece ausência de envolvimento da AGU no caso Banco Master

Em sabatina no Senado, advogado-geral da União detalha competências da AGU e reforça que o caso é conduzido por outras instituições

Jorge Messias esclarece ausência de envolvimento da AGU no caso Banco Master
O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sabatina no Senado. Foto: Agência Senado

Jorge Messias afirmou que a AGU não teve participação nas investigações do Banco Master, destacando a competência do Banco Central, PF e STF.

Contexto da sabatina de Jorge Messias e o caso Banco Master

Jorge Messias abriu sua sabatina no Senado esclarecendo que a Advocacia-Geral da União (AGU) não teve nenhuma participação nas investigações referentes ao Banco Master. A afirmação foi feita durante a sessão desta quarta-feira, 29 de abril de 2026, diante dos senadores que avaliam sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Messias, as investigações cabem exclusivamente a instituições como o Banco Central, a Polícia Federal e o próprio STF.

Competências e atribuições da Advocacia-Geral da União no contexto jurídico

Ao explicar a ausência da AGU no caso Banco Master, Messias destacou a delimitação das competências dentro do sistema jurídico brasileiro. Ele ressaltou que a AGU atua principalmente como órgão jurídico do Poder Executivo, sendo responsável por defesa judicial e consultoria jurídica, não por investigações criminais ou regulatórias. O caso do Banco Master, conforme Messias, está sob a alçada de órgãos fiscalizadores e judiciais especializados, reforçando a separação clara de funções entre as instituições.

Processo de indicação de Jorge Messias ao STF e etapas de votação

A indicação de Jorge Messias foi formalizada em abril de 2026, após ser anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro do ano anterior. Em busca da aprovação dos senadores, Messias percorreu gabinetes para apresentar seu perfil e defender sua capacidade. O processo de aprovação compreende duas fases: inicialmente a sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguida pelo plenário do Senado. Em ambas as etapas, a votação é secreta, e Messias necessita da maioria qualificada para ser confirmado como ministro.

Importância da aprovação e impacto na composição do Supremo Tribunal Federal

A possível nomeação de Jorge Messias ao STF ocorrerá em um momento de grande expectativa política e jurídica no país. A aprovação dele pode significar a continuidade do perfil jurídico alinhado à atual administração federal. A composição do STF é fundamental para decisões que impactam a política, a economia e a sociedade brasileira, o que torna o processo de sabatina e votação um evento atentamente acompanhado pelos poderes e pela população.

Procedimentos e regras para votação no Senado sobre indicação ao STF

A votação na CCJ somente tem início com a presença mínima de 14 senadores, e Messias precisa conquistar a maioria dos votos presentes para avançar ao plenário. No plenário, que requer a presença de pelo menos 41 senadores para iniciar a votação, será necessário que ele obtenha o apoio da maioria para ser aprovado. A votação secreta protege a independência dos parlamentares, mas gera expectativa acerca do resultado final, que definirá o futuro ministro da Suprema Corte.

Jorge Messias encerrou sua participação reafirmando a competência das instituições responsáveis pelas investigações do Banco Master, afastando qualquer envolvimento da Advocacia-Geral da União no processo, e demonstrando seu conhecimento das funções de cada órgão no sistema jurídico brasileiro.