Fecomercio alerta que a redução da jornada para 36 horas semanais pode elevar preços e dificultar contratações

Reduzir a jornada de trabalho para 36 horas pode aumentar custos e pressionar o consumo, segundo especialistas da Fecomercio.
Proposta de jornada de trabalho menor e seus efeitos imediatos no consumo
A proposta de mudança na jornada de trabalho, que prevê a redução para 36 horas semanais e a adoção da escala 4×3, tem despertado preocupações no setor econômico, especialmente em São Paulo. Conforme análise da Fecomercio, essa jornada de trabalho menor deve encarecer o consumo ao aumentar os custos operacionais das empresas. José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações de Trabalho da Fecomercio SP, destaca que a medida, ao avançar na Câmara dos Deputados, pode travar contratações e pressionar as contas públicas.
Contexto legal e histórico da jornada de trabalho no Brasil
Atualmente, a jornada padrão é de 44 horas semanais com escala 6×1, e a negociação coletiva permite adaptações específicas para diferentes setores. Pastore ressalta que, globalmente, a redução da jornada é feita via acordos coletivos, prática que já resulta no Brasil em uma média de 38,4 horas semanais. A proposta legislativa que tramita busca impor uma regra única, que, segundo especialistas, não leva em consideração as particularidades dos diferentes segmentos econômicos, como agricultura, siderurgia e comércio varejista.
Impactos econômicos e sociais previstos pela Fecomercio
A jornada de trabalho menor deve encarecer o consumo ao refletir no aumento dos custos para as empresas, que repassarão os valores para os consumidores. Esse cenário implica em aumento dos preços de produtos essenciais, transporte e medicamentos. Além disso, a redução do crescimento econômico decorrente dessa medida pode afetar negativamente o mercado de trabalho, redução da arrecadação tributária e diminuição dos negócios, prejudicando especialmente os trabalhadores mais vulneráveis, alerta José Pastore.
Desafios para a estrutura empresarial e a negociação coletiva
A proposta de jornada de trabalho menor não prevê mecanismos adequados para compensações financeiras às empresas, como redução ou isenção de impostos sobre a folha de pagamento. Pastore classifica essa falta de compensação como um erro que agravaria a situação econômica das empresas. Ele destaca a importância da negociação coletiva como instrumento para adequar a jornada às necessidades de cada setor, evitando impactos negativos generalizados.
Considerações finais sobre o futuro do trabalho e política pública
A discussão sobre jornada de trabalho menor evidencia a complexidade de políticas públicas que envolvem emprego e economia. Medidas legislativas que não contemplam as especificidades do mercado podem gerar efeitos adversos, como aumento dos preços ao consumidor e redução do emprego formal. A Fecomercio e especialistas recomendam cautela e diálogo entre empregadores, trabalhadores e o poder público para construir soluções equilibradas que promovam o desenvolvimento econômico sustentável.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Economia





