Jornalista esportiva denuncia CEO do Canal Goat por assédio sexual e moral

Hanna Tenda acusa Ricardo Neistat Taves de assédio e perseguição durante sua atuação entre 2024 e 2025

Jornalista esportiva denuncia CEO do Canal Goat por assédio sexual e moral
Jornalista esportiva Hanna Tenda em evento recente. Foto: Reprodução Instagram — Foto: (Reprodução Instagram )

Jornalista esportiva denuncia CEO do Canal Goat por assédio sexual e moral, relatando impactos na saúde mental durante trabalho entre 2024 e 2025.

A jornalista esportiva denuncia o CEO do Canal Goat, Ricardo Neistat Taves, por assédio sexual e moral durante o período em que trabalhou entre fevereiro de 2024 e outubro de 2025. Segundo o processo em trâmite na Vara do Trabalho de São Paulo, as acusações incluem avanços pessoais indevidos, promessas profissionais como forma de manipulação e perseguição no ambiente laboral, afetando profundamente a saúde emocional da repórter.

Detalhes do processo e episódios relatados pela jornalista

A ação judicial relata que Hanna Tenda foi contratada como repórter e apresentadora, reportando-se diretamente a Ricardo Taves. A partir de setembro de 2024, o CEO teria feito comentários sobre a aparência e vida pessoal da jornalista, ultrapassando os limites profissionais. Um episódio delicado descrito ocorreu em outubro de 2024, quando uma reunião de trabalho se transformou em um convite para um encontro em seu apartamento, seguido de mensagens e ligações com conotações pessoais.

Promessas de crescimento e consequências para a carreira de Hanna Tenda

Além do assédio sexual, a jornalista afirma que o executivo usou promessas de oportunidades profissionais, como entrevistas exclusivas e projetos especiais, para manter proximidade. Essas promessas levaram Hanna a rejeitar outras propostas de trabalho, enquanto enfrentava o que descreve como “escanteamento profissional”, com exclusão de reportagens em campo e comparações depreciativas feitas pelo CEO.

Impactos emocionais e diagnósticos relacionados ao ambiente de trabalho

Hanna relata que o desgaste emocional causado pelos episódios gerou ansiedade, depressão, angústia e frustração, além de diagnosticar gastrite crônica que associa ao ambiente vivido. O processo também cita o “assédio por conectividade”, com mensagens e ligações fora do horário de trabalho, prejudicando seu descanso e saúde mental.

Versão da defesa e andamento do processo judicial

A defesa de Ricardo Taves contesta as acusações, alegando cordialidade e respeito mútuo nas relações profissionais e pessoais com a jornalista. O advogado afirma que as provas apresentadas não indicam qualquer ato de assédio e que o processo ainda está em fase inicial, sem decisões judiciais que reconheçam as alegações da autora. O caso segue tramitando na Justiça do Trabalho, aguardando instrução e julgamento.

Reflexões sobre assédio no jornalismo esportivo e avanços na legislação

O caso levanta debates importantes sobre o assédio sexual e moral no jornalismo esportivo, um ambiente tradicionalmente dominado por relações hierárquicas e vulnerabilidades. A denúncia de Hanna Tenda evidencia a importância de políticas de proteção, canais seguros para denúncias e conscientização sobre os impactos psicológicos que esse tipo de abuso pode causar às profissionais do setor.

Perspectivas para vítimas e o papel da Justiça do Trabalho

A ação judicial da jornalista esportiva é um exemplo da luta por reconhecimento e reparação diante de ambientes tóxicos que comprometem a saúde e a carreira. O acompanhamento do processo pela Vara do Trabalho de São Paulo representa um caminho para a responsabilização e fortalecimento dos direitos trabalhistas, reforçando a necessidade de medidas preventivas para coibir o assédio no mercado de trabalho.