José Rocha revela bronca de Lira por solicitações sobre emendas

Deputado relata pressão após questionar destinação de recursos públicos

José Rocha revela bronca de Lira por solicitações sobre emendas
Deputado José Rocha durante sessão no Conselho de Ética da Câmara. Foto: Metropoles 9 — Foto: SP, ausente por estar nos Estados Unidos Metropoles 9

Deputado José Rocha relata ter recebido bronca de Arthur Lira após questionar emendas parlamentares.

José Rocha revela bronca de Lira por solicitações sobre emendas parlamentares

O deputado federal José Rocha (União-BA) revelou que recebeu uma bronca do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), após questionar sobre emendas parlamentares. A situação foi exposta nesta sexta-feira (12/12) após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a quebra de sigilos de depoimentos relacionados a uma investigação que investiga irregularidades na destinação de recursos públicos.

A declaração foi feita durante um depoimento à Polícia Federal (PF), onde Rocha detalhou a pressão que sofreu após solicitar informações sobre a destinação de R$ 320 milhões que estavam sendo enviados para Alagoas, estado natal de Lira. Ele afirmou: “Eu passei a receber mais outras remessas da presidência, através dessa assessora, e chegou uma remessa de R$ 320 milhões para Alagoas. A terra do presidente da Câmara dos Deputados”.

Rocha contou que segurou o envio desse montante ao ministério, questionando quais seriam os beneficiários e a destinação dos recursos. “Aí, o presidente me liga, dizendo que eu estava criando problema”, relatou. O deputado enfatizou que as atas das emendas supostamente aprovadas pelas comissões não existiam, e acusou Lira de “faltar com a verdade” em respostas enviadas à Suprema Corte.

Além de Rocha, outros parlamentares também foram convocados para depor, incluindo Glauber Rocha (PSol-RJ), que entrou com um mandado de segurança no STF contra Lira. A PF interrogou ainda a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), o deputado Fernando Marangoni (União-SP), o deputado Dr. Francisco (PT-PI) e o senador Cleitinho (PL-MG).

A Operação Transparência, que teve início nesta sexta-feira, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na distribuição de emendas parlamentares. Os envolvidos são suspeitos de crimes como peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. Essa operação destaca a necessidade de maior transparência e responsabilidade na administração pública, especialmente em relação ao uso de recursos que pertencem à população.

Esse episódio levanta questões sobre a integridade das emendas parlamentares e a responsabilidade dos representantes eleitos em assegurar que os recursos públicos sejam utilizados de forma adequada e transparente. A população aguarda respostas e a conclusão das investigações para que se possa garantir a lisura nos processos legislativos e administrativos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: SP, ausente por estar nos Estados Unidos Metropoles 9