Cinco militares serão avaliados por atos considerados indignos por colegas de farda e ex-subalternos
O STM julgará em 2026 as patentes de Bolsonaro e outros militares por atos indignos.
Em um desdobramento significativo, o Superior Tribunal Militar (STM) analisará, em meados de 2026, a questão da perda de patente de cinco militares, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Este julgamento será conduzido por antigos colegas de farda e ex-subalternos, ressaltando a complexidade e a importância do caso.
Casos a serem julgados separadamente
O STM decidiu que os casos de Bolsonaro e dos generais da reserva, como Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, serão tratados separadamente, com cada um sendo relatado por um ministro diferente. Esta escolha reflete a intenção do tribunal de avaliar individualmente as condutas de cada um dos envolvidos, ao invés de unificá-los sob uma única relatoria. Essa dinâmica é crucial, uma vez que o tribunal irá apurar se os militares cometeram atos considerados indignos de suas patentes.
Contexto do julgamento
O julgamento se insere em um contexto de desentendimentos públicos entre ministros do STM e poderá ser influenciado por interações pessoais entre os juízes e os réus. O tribunal é composto por 15 ministros, sendo 10 militares, e a relação deles com os acusados pode impactar a percepção e a condução do julgamento. Além disso, a expectativa é que a Procuradoria-Geral da Justiça Militar apresente representações sobre os casos, que serão então distribuídos para os relatores.
Implicações para os militares
Os militares que forem condenados perderão suas patentes e serão expulsos das Forças Armadas, tornando-se, assim, “mortos fictícios” no registro militar, o que implica também na interrupção de pensões para seus familiares. Este tipo de ação é reservado para oficiais que tenham sido condenados a penas superiores a dois anos por crimes militares ou comuns. No entanto, o caso de Mauro Cid, que recebeu uma pena de dois anos, não será analisado pelo STM.
Expectativas para o julgamento
A presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, já recebeu os ofícios do Supremo sobre o andamento dos casos. Assim que as representações forem apresentadas, o tribunal deverá pautar os julgamentos. Com a expectativa de que não haja pedidos de vista, os julgamentos poderão seguir ritmos distintos devido à diversidade de relatores e às discussões recentes entre os ministros sobre a participação de militares em atos golpistas.
Em suma, o julgamento das patentes de Bolsonaro e dos demais militares no STM em 2026 não apenas marcará um capítulo importante na história do Brasil, como também evidenciará as complexidades das relações dentro das Forças Armadas e da esfera política. As decisões do STM, que ocorrerão em um ambiente de julgamento público, são aguardadas com grande expectativa pela sociedade e pelos envolvidos.





