Júpiter tem tamanho revisado para menor com dados da sonda Juno

Novas medições da Nasa indicam que o maior planeta do Sistema Solar é menor e mais achatado do que se acreditava antes

Novos dados da sonda Juno indicam que Júpiter é menor e mais achatado do que estimativas anteriores, redefinindo seu tamanho e forma.

Revisão do tamanho de Júpiter traz novos entendimentos em fevereiro de 2026

A análise recente dos dados coletados pela sonda Juno da Nasa permitiu uma medição mais precisa do tamanho e formato de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Segundo o cientista planetário Eli Galanti, do Instituto Weizmann de Ciência em Israel, autor principal do estudo publicado em 2 de fevereiro na revista Nature Astronomy, as novas descobertas indicam que o planeta é um pouco menor e mais achatado do que se pensava anteriormente.

Medidas atualizadas indicam dimensões exatas do gigante gasoso

Com base nas observações feitas durante a passagem da Juno por trás de Júpiter sob a perspectiva da Terra, o diâmetro equatorial foi calculado em 142.976 km, cerca de 8 km a menos do que as estimativas antigas. Já o diâmetro polar, de norte a sul, é de 133.684 km, ou seja, 24 km menor do que os valores anteriores indicavam. Essa diferença revela que Júpiter é aproximadamente 7% maior no equador do que nos polos, destacando um achatamento mais acentuado do que o da Terra, cujo equador é apenas 0,33% maior que os polos.

Importância das novas medições para estudos planetários e do Sistema Solar

O ajuste nas medidas de Júpiter é relevante não apenas para entender a aparência externa do planeta, mas também para aprofundar o conhecimento sobre sua estrutura interna e atmosfera. Essas informações são fundamentais para modelos que explicam a composição do planeta, seu campo magnético e sua influência na formação do Sistema Solar. Como maior corpo planetário, Júpiter teve papel crucial na distribuição dos materiais e no desenvolvimento dos planetas rochosos, incluindo a Terra.

Contexto histórico das pesquisas sobre Júpiter e avanços recentes

Antes da missão Juno, as principais informações sobre o tamanho de Júpiter vinham das sondas Voyager e Pioneer, lançadas na década de 1970. A Juno está em órbita do planeta desde 2016, com a missão estendida desde 2021, possibilitando observações inéditas, como o estudo do sinal de rádio da sonda atravessando a atmosfera jupiteriana, o que permitiu medir parâmetros atmosféricos essenciais para determinar o tamanho real do planeta com maior precisão.

Características atmosféricas e estruturais que influenciam as medições de Júpiter

Júpiter é composto principalmente de hidrogênio e hélio, com ventos fortes e tempestades visíveis em suas faixas coloridas. A grande variação entre os diâmetros equatorial e polar está relacionada à alta velocidade de rotação, que causa o achatamento do planeta. A sonda Juno também coleta dados sobre o campo magnético e magnetosfera do planeta, aprofundando o entendimento das dinâmicas internas e atmosféricas desse gigante gasoso.

Contribuições científicas das descobertas para a compreensão do Sistema Solar

As medições refinadas do tamanho e estrutura de Júpiter fornecem parâmetros essenciais para modelos teóricos que explicam a origem e evolução do Sistema Solar. A formação precoce de Júpiter influenciou a disposição dos demais corpos celestes e a entrega de voláteis, elementos fundamentais para a atmosfera e a vida na Terra. Assim, a missão da Juno reforça a importância do planeta para estudos planetários e para a ciência como um todo.