Juros futuros avançam com tensão eleitoral e aprovação da PEC 6×1

Taxa de DI para janeiro de 2027 sobe a 13,479% em meio a pesquisas que apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro

Juros futuros avançam com tensão eleitoral e aprovação da PEC 6x1
Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro. Foto: Reuters/Bruno Domingos — Foto: Moedas de real  • retratadas no Rio de Janeiro
15/10/2010
REUTERS/Bruno Domingos

Juros futuros avançam em toda a curva nesta quinta-feira (15), refletindo incertezas com cenário eleitoral e aprovação da PEC do fim da escala 6×1.

Os juros futuros avançaram em toda a curva na manhã desta quinta-feira (15), com ganhos mais significativos nos longos (aproximadamente 16 pontos-base). O movimento reflete as incertezas geradas pelo cenário eleitoral e pela aprovação da PEC do fim da escala 6×1.

A taxa de DI (depósito interfinanceiro) para janeiro de 2027 marcava 13,479%, ante 13,468% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 subia para 12,595%, de 12,436%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 avançava para 12,655%, de 12,494% no ajuste de ontem.

O juro curto mantém viés de alta mesmo após as vendas no varejo terem ficado abaixo da mediana estimada.

Pesquisa Indexa/Broadcast revelada nesta quinta mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% das intenções de voto para segundo turno presidencial, ante 42% do presidente Lula (PT-SP), configurando empate técnico. Levantamento Quaest divulgado na quarta-feira indicou Flávio com 46%, ante 44% de Lula, também empate técnico.

O movimento dos juros está alinhado com o do dólar e ocorre mesmo com os rendimentos dos Treasuries em queda firme nesta quinta-feira. O petróleo Brent também registra queda.

A dinâmica do mercado de juros reflete a repercussão das incertezas políticas sobre as projeções de inflação e gastos públicos, afetando tanto os prazos curtos quanto os longos da curva de rentabilidade.