Justiça condena réus por assassinato do jornalista Cristiano Freitas em Curitiba

Tribunal do Paraná aplica penas superiores a 37 anos a dois homens pelo crime ocorrido em 2025

Justiça condena réus por assassinato do jornalista Cristiano Freitas em Curitiba
Cristiano Freitas foi encontrado morto em sua residência em Curitiba. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Justiça condena réus por assassinato do jornalista Cristiano Freitas em Curitiba, com penas superiores a 37 anos de prisão.

A Justiça condena réus assassinato do jornalista Cristiano Freitas em Curitiba, aplicando penas rigorosas em um caso que chocou a capital paranaense.

Caso e condenação

No dia 9 de janeiro, a juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal de Curitiba, sentenciou Alisson Henrique de Cristo Gonçalves a 40 anos e Jhonatan Barros Cardoso a 37 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do jornalista Cristiano Luís Freitas, de 46 anos. O crime ocorreu em 4 de março de 2025, quando o jornalista foi encontrado morto em sua residência no bairro Jardim das Américas.

Ambos os réus foram condenados pelo crime de extorsão com resultado morte, e tiveram negado o pedido para recorrer em liberdade. Eles permanecem presos desde o início das investigações.

Dinâmica do crime

Cristiano Freitas foi encontrado amarrado, amordaçado e com sinais evidentes de violência, incluindo ferimentos no supercílio e asfixia por “mata-leão”. A polícia identificou que o assassinato foi precedido de extorsão, já que um dos réus, Jhonatan, utilizava aplicativos para marcar encontros e depois ameaçava as vítimas com arma de fogo para realizar transações via Pix. Ao menos seis outras vítimas foram identificadas nesse esquema.

Alisson foi detido em abril de 2025, pois dirigia o veículo captado por câmeras de segurança entrando e saindo da casa da vítima, utilizado para a fuga dos autores.

Repercussão e legado

Cristiano Freitas era jornalista e produtor cultural com mais de 20 anos de carreira, tendo atuado em veículos renomados e projetos do Paraná, tais como Gazeta do Povo, Grupo RIC Paraná e Festival de Teatro de Curitiba. Sua morte gerou profunda comoção entre amigos, familiares e a comunidade local.

Em uma mensagem nas redes sociais, sua irmã, Heloísa Maria Freitas, agradeceu a celeridade da Justiça e ressaltou a expectativa de que os condenados permaneçam afastados da sociedade, oferecendo algum conforto diante da dor da perda.

Conclusão jurídica

A decisão judicial evidencia a gravidade do crime e a atuação firme do Poder Judiciário em casos que envolvem violência contra profissionais da imprensa e extorsão. A condenação reforça o compromisso com a punição adequada e a prevenção de delitos semelhantes.

A condenação dos réus por extorsão com resultado morte em regime fechado, sem possibilidade de recursos em liberdade, reflete a seriedade com que o caso foi tratado pelas autoridades judiciais de Curitiba.

Fonte: ric.com.br

Fonte: Reprodução/Redes Sociais