Entre os cinco candidatos presidenciais registrados, patrimônios declarados variam de zero a R$ 178,7 milhões

Urna eletrônica — Foto: Reprodução/TV Globo
Declaração de bens é obrigatória para registro de candidatura e permite consulta pública do patrimônio informado pelos candidatos às eleições.
A declaração de bens é requisito obrigatório para o registro de candidatura e permite que eleitores consultem o patrimônio informado pelos candidatos às eleições.
Entre os cinco candidatos à Presidência da República que haviam oficializado suas candidaturas até a data da reportagem, os patrimônios declarados eram: Hertz Dias (PSTU) não declarou bens, Lula (PT) informou R$ 4.775.650,64, Renan Santos (Missão) declarou R$ 795.089,00, Samara (UP) informou R$ 33.000,00 e Zema (Novo) informou R$ 178.707.610,09.
As informações são públicas e podem ser consultadas no DivulgaCand, plataforma da Justiça Eleitoral. O objetivo da declaração é dar transparência ao patrimônio dos candidatos.
Segundo especialistas, a declaração permite acompanhar a evolução patrimonial de políticos e pode ajudar a identificar eventuais incompatibilidades entre os bens declarados e outras informações financeiras.
“Trata-se de uma tentativa de fiscalizar, inclusive, eventual evolução patrimonial de uma eleição para outra”, explica o advogado Guilherme Barcelos, especialista em direito eleitoral.
A declaração deve informar os bens que compõem o patrimônio do candidato, como imóveis, veículos, aplicações financeiras, ações e participações em empresas. Por questões de segurança, os dados que permitam identificar ou localizar esses bens não precisam estar detalhados, como o endereço de um imóvel ou a placa de um veículo.
Os candidatos têm prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral para fazer o registro de suas candidaturas e incluir a declaração de bens na documentação exigida.





