Denúncia do Ministério Público de Santa Catarina pede pena de reclusão e indenização por falas racistas na Série B de 2025

Torcedora do Avaí vira ré por racismo contra jogadores do Remo durante partida da Série B em Florianópolis.
Contexto do processo contra torcedora do Avaí por racismo contra o Remo
A torcedora do Avaí Futebol Clube foi formalmente denunciada pela Justiça de Santa Catarina após manifestação racista e xenofóbica contra jogadores do Clube do Remo. A denúncia, protocolada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), tem como base fatos ocorridos no dia 15 de novembro de 2025, durante a 37ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, realizada em Florianópolis, no estádio da Ressacada.
Detalhamento das acusações e pedidos do Ministério Público
O MPSC acusa a torcedora de ter proferido expressões direcionadas à equipe do Remo que envolvem a cor da pele dos atletas, caracterizando crime de racismo. Além disso, ela teria depreciado a população do Norte do Brasil, configurando também xenofobia. O Ministério Público requer que a ré seja condenada a uma pena de reclusão que varia entre 2 e 5 anos, além de pagar uma indenização mínima de R$ 30 mil destinada ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), como reparação por dano moral coletivo.
Investigação policial e posicionamento dos clubes envolvidos
A Polícia Civil de Santa Catarina, através da Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância (DRRDI) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), conduziu as investigações que resultaram no indiciamento da torcedora. Vídeos obtidos pela polícia mostram a mulher dizendo frases como “Olha a cor de vocês. Vocês são sujos”, enquanto outro torcedor do Avaí também fez comentários preconceituosos contra torcedores do Norte, utilizando expressões como “Voltem pra terra de vocês. Vai embora de jegue”.
O Avaí e o Remo se manifestaram publicamente repudiando os episódios, ressaltando que o racismo é um crime grave que não pode ser tolerado em nenhuma circunstância, seja dentro ou fora dos estádios. Ambos os clubes se disponibilizaram a colaborar com as investigações e o processo judicial.
Implicações sociais e esportivas do racismo em eventos esportivos
A denúncia contra a torcedora do Avaí destaca a persistência de manifestações racistas em ambientes esportivos, o que desafia a convivência harmônica e o fair play entre torcidas e jogadores. A atuação do Ministério Público e das autoridades policiais evidencia o esforço institucional para coibir práticas discriminatórias que ultrapassam a rivalidade esportiva e configuram discursos de ódio. O caso também reforça o papel dos clubes e das organizações esportivas na promoção da inclusão e do respeito, contribuindo para a educação e conscientização dos torcedores.
Ações futuras e importância da conscientização contra o racismo
A tramitação judicial do caso deverá servir como precedente para a punição de atos racistas e xenofóbicos em eventos esportivos, enviando uma mensagem clara contra o preconceito. A sociedade e os órgãos responsáveis têm um papel fundamental em ampliar campanhas educativas e implementar medidas de prevenção que promovam ambientes seguros e respeitosos nos estádios e demais espaços públicos. A contribuição dos clubes Avaí e Remo, bem como da Polícia Civil e do Ministério Público, é crucial para fortalecer essa agenda e garantir a responsabilidade dos envolvidos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Reprodução / Cidade 091





