Pesquisa Quaest de julho mostra Alexandre Kalil (PDT) na frente após senador Cleitinho Azevedo desistir de candidatura por luto familiar

Pesquisa Quaest MG de julho: Cenário 4 para governador — Foto: Arte/g1
Pesquisa Quaest divulgada em julho mostrava Cleitinho Azevedo liderando todos os cenários. Nesta segunda-feira, senador confirmou desistência após perder irmão no dia 18 de julho.
Saída de Cleitinho reposiciona disputa em Minas
A desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) marca inflexão na corrida ao governo de Minas Gerais. Pesquisa Quaest realizada em 28 de julho mostrava o parlamentar dominando todos os cenários de votação testados, posição que mudou drasticamente com seu comunicado na segunda-feira.
Alexandre Kalil (PDT) assume a dianteira entre candidatos com maior rejeição baixa. O ex-prefeito de Belo Horizonte soma 15% nas simulações mais recentes, consolidando-se como alternativa de centro no espectro político mineiro.
Luto familiar motiva recuo da candidatura
O senador pediu afastamento do pleito citando razões pessoais relacionadas ao falecimento de seu irmão, Matheus Augusto Azevedo, no dia 18 de julho. O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, confirmou que a decisão foi tomada “espontaneamente, diante do momento difícil que está vivenciando”.
A retirada, embora motivada por luto, altera significativamente a matemática eleitoral mineira. Cleitinho era apontado como potencial consolidador de votos em segundo turno, representando alternativa conservadora na competição.
Novo arranjo com Patrus, Simões e Gabriel Azevedo
Patrus Ananias (PT) posiciona-se como segunda força com 13% de intenção de voto, enquanto Mateus Simões (PSD) aparece em terceiro com 9%. Gabriel Azevedo (MDB) soma 6%, e Flávio Roscoe (PL) registra 4%.
A pesquisa revela fragmentação significativa entre candidatos menores, com sete nomes dividindo menos de 4% das preferências. Percentual elevado de indecisos (27%) e brancos/nulos (23%) indica eleitorado ainda moldável a dois meses das prévias.
Perspectivas para segundo turno
Com Cleitinho fora, dinâmica de coligações e alianças de segundo turno torna-se central. Votos que gravitavam em torno do senador podem redistribuir-se entre candidatos de direita e centro-direita, modificando matemática de eventual segundo turno.
A volatilidade permanece elevada. Período até eleição permite movimentações de campanha, coligações estaduais e nacional e reposicionamentos que alterem cenário atual.





