Karatecas paranaenses brilham em competição continental na América

Atletas de Apucarana apoiados pelo Proesporte conquistam dez medalhas e ajudam Brasil a ficar em terceiro lugar na 1ª Copa Libertadores de Karatê, realizada no Equador

Karatecas paranaenses brilham em competição continental na América
Delegação brasileira de karatê durante a 1ª Copa Libertadores da América em Guayaquil

Karatecas paranaenses conquistam dez medalhas na 1ª Copa Libertadores de Karatê no Equador e contribuem para terceiro lugar do Brasil entre sete nações da América Latina.

A delegação brasileira de karatecas paranaenses deixou sua marca na 1ª Copa Libertadores da América de Karatê, que ocorreu em Guayaquil entre 14 e 15 de junho, conquistando dez medalhas e colocando o Brasil em terceiro lugar entre sete nações participantes.

Os competidores vieram de dois projetos sociais baseados em Apucarana: a Associação Kara Te Vida e o projeto Karatê no Meu Bairro. Ambas as iniciativas recebem investimento do Governo do Estado através do Proesporte, programa de incentivo ao esporte que conta com patrocínio da Copel e financia atividades em diferentes regiões paranaenses.

Destaque individual de atletas revelados pelo esporte social

Leonardo Sebastião, com apenas 14 anos, emergiu como principal destaque da delegação brasileira. O atleta conquistou duas medalhas de ouro, uma em Kata e outra em Kumite, garantindo a supremacia continental em ambas as categorias. Sua trajetória é resultado direto do trabalho contínuo realizado pela Associação Kara Te Vida.

Outro caso de sucesso foi Isabelly Martin, de 9 anos, integrante do projeto Karatê no Meu Bairro. A jovem atleta conquistou a medalha de ouro na modalidade Kata Feminino de sua categoria, demonstrando o potencial das iniciativas de formação esportiva.

O papel da liderança técnica na competição

A delegação foi conduzida pelo professor Alan Pereira da Silva, atleta da Seleção Brasileira e vice-campeão mundial de karatê. Para o profissional, os resultados refletem o comprometimento diário com a formação de crianças e adolescentes. Ele destacou que o retorno com títulos continentais confirma a efetividade do trabalho metodicamente executado.

Impacto social além das medalhas

Atualmente, aproximadamente 110 crianças e adolescentes são atendidos gratuitamente pelos dois projetos em Apucarana. As atividades extrapolam a dimensão esportiva, promovendo valores como disciplina, respeito e cidadania. Os programas também desenvolvem ações de inclusão social e realizam apresentações que aproximam a comunidade da prática do karatê.

Posicionamento do Brasil na competição

O Brasil encerrou a competição na terceira colocação geral, atrás do Equador, que conquistou o título, e do Peru, que ficou em segundo lugar. O fato de uma única delegação nacional ter representado o país demonstra a concentração de excelência nas estruturas de Apucarana, consolidando a região como polo importante de desenvolvimento esportivo.