Kassio alerta eleitores sobre mensagens sensacionalistas na reta final das eleições

Presidente do TSE pediu vigilância contra informações acusatórias em eleição marcada por deepfakes e conflitos sobre canais de WhatsApp

Kassio alerta eleitores sobre mensagens sensacionalistas na reta final das eleições
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, fez alerta em pronunciamento oficial. Foto: Quaest — Foto: Quaest: Flávio tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

Ministro Kassio Nunes Marques alertou eleitores neste sábado sobre circulação de mensagens sensacionalistas na reta final das eleições

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, fez alerta neste sábado (24) sobre a circulação de mensagens “sensacionalistas” e “acusatórias” na reta final das eleições.

Em pronunciamento oficial em rede nacional de rádio e televisão, o ministro pediu que os eleitores mantivessem vigilância com as informações recebidas e compartilhadas. Segundo Kassio, o foco deve ser especialmente em mensagens direcionadas aos candidatos ou à Justiça Eleitoral.

“Devemos nos manter vigilantes com relação às informações que recebemos e compartilhamos. Vamos elevar nosso senso crítico com mensagens eletrônicas recebidas nesta reta final, principalmente aquelas que tenham caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou mesmo contra a Justiça Eleitoral”, afirmou o presidente.

Neste domingo (25), os eleitores voltam às urnas para escolher o presidente da República. A disputa é entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. Também haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e no Distrito Federal.

A eleição deste ano foi marcada por regras novas para o ambiente digital, decisões conflitantes sobre canais de WhatsApp, questionamentos às ferramentas de inteligência artificial, uso recorrente de deepfakes pelas campanhas e enxurrada de ações das duas candidaturas na Justiça Eleitoral, segundo consta dos autos da Corte.

No dia 16, os sete ministros do TSE aprovaram resolução que define quando um canal mantido por apoiadores deixa de ser iniciativa independente e passa a ter vínculo com uma campanha. A mudança foi motivada pelo “Exército do Lula”, canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) que impulsionou a campanha do presidente após o primeiro turno.

O grupo gerou decisões conflitantes entre ministros da própria corte sobre a exigência de registro e os limites de seu funcionamento. Sob receio de um segundo bloqueio do canal, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu liminar na noite de sexta-feira (23) para impedir Kassio de bloquear o grupo sem aval do plenário da Corte eleitoral.

Outra frente de embate envolveu a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp. A campanha do presidente alegou que a empresa “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”, beneficiando Flávio.