Kauana Nascimento: 44 anos de prisão por matar filha como vingança

Sentença foi proferida após julgamento no Rio Grande do Sul.

Kauana Nascimento: 44 anos de prisão por matar filha como vingança
Kauana Nascimento foi condenada por assassinar a própria filha. Foto: Reprodução/Redes sociais.

Kauana Nascimento foi condenada a 44 anos de prisão por matar a filha em um ato de vingança contra o ex-companheiro.

O crime e a condenação

Kauana Nascimento, de 31 anos, foi condenada a 44 anos, 5 meses e 10 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, após ser considerada culpada pelo assassinato da própria filha, Anna Pilar Cabrera, de apenas 7 anos. O crime ocorreu em agosto de 2024 e teve como motivação a vingança contra o ex-companheiro da ré, que havia iniciado um novo relacionamento.

Contexto do crime

O assassinato da menina aconteceu no dia do aniversário do pai, um detalhe que acirrou ainda mais a gravidade do ato. Kauana, que foi presa dois dias após o crime, foi julgada por homicídio qualificado, sendo reconhecida a crueldade e o uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima. As investigações revelaram que o ataque foi realizado enquanto a criança dormia, com múltiplas facadas.

Detalhes do julgamento

O juiz Flávio Curvello Martins de Souza anunciou a sentença na noite de 16 de dezembro de 2025. A defesa de Kauana argumentou que ela teria sofrido um surto psicótico durante o crime, mas essa alegação não foi suficiente para absolver a ré. O Conselho de Sentença, composto por sete mulheres, reconheceu a responsabilidade penal de Kauana, que se mostrou incapaz de justificar suas ações durante o depoimento.

Repercussão e próximos passos

O caso gerou grande comoção na sociedade e levantou discussões sobre a saúde mental e a violência familiar. A defesa de Kauana Nascimento afirmou que irá recorrer da decisão, enquanto o pai da vítima prestou depoimento sobre seu vínculo afetivo com a filha e os desafios enfrentados após o término do relacionamento com a ré. O julgamento trouxe à tona não apenas a tragédia familiar, mas também a necessidade de discutir a prevenção da violência e a proteção de crianças em situações vulneráveis.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/Redes sociais