Peritos apontam possíveis reações químicas na água que podem ter causado intoxicação fatal na Zona Leste

Laudos da perícia revelam lesões graves no pulmão de mulher que morreu por intoxicação em piscina de academia em São Paulo em fevereiro de 2026.
Resultados dos laudos indicam lesões pulmonares graves em vítima de intoxicação em piscina
Os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) apontaram que Juliana Faustino Bassetto, professora de 27 anos, apresentava lesões em órgãos vitais, com destaque para lesões graves no pulmão. O caso ocorreu em fevereiro de 2026, após ela nadar em uma piscina da academia C4 GYM, situada na Zona Leste de São Paulo. O documento revela a presença de “necrose fibrinoide incipiente de septos alveolares”, caracterizando um processo inflamatório agudo compatível com intoxicação.
Análise dos produtos químicos utilizados na manutenção da piscina
Os peritos identificaram pelo menos 16 produtos químicos usados na limpeza da piscina, entre compostos clorados e substâncias ácidas. As amostras indicam que, sob determinadas condições de contato e concentração, essas substâncias poderiam reagir entre si, liberando gases irritantes. Apesar da impossibilidade de comprovar a reação química específica no momento do acidente, a investigação técnica considera plausível a hipótese de liberação desses gases devido à combinação inadequada dos agentes químicos.
Hipóteses técnicas sobre a origem da intoxicação na academia
Duas hipóteses foram levantadas: a interação entre fontes de cloro e agentes acidificantes, ou a mistura de cloro inorgânico e orgânico, ambas capazes de gerar gases irritantes. Os peritos ressaltam que tais hipóteses não são conclusivas, pois não há evidências diretas da presença da fase gasosa no momento do incidente. No entanto, a combinação simultânea desses compostos configura um cenário de risco para a saúde dos usuários.
Impacto da intoxicação e repercussão na segurança de ambientes de lazer
O caso chamou atenção para os cuidados necessários na manutenção de piscinas públicas e privadas. A intoxicação de Juliana expõe falhas no controle da qualidade da água e no manuseio dos produtos químicos, evidenciando a importância de normas rigorosas para evitar riscos à saúde. A tragédia demonstra a vulnerabilidade em ambientes de lazer que envolvem substâncias potencialmente perigosas.
Investigação policial e medidas legais relacionadas ao incidente na academia
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo abriu inquérito no 42º Distrito Policial do Parque São Lucas para apurar os fatos e responsabilidades. Durante a investigação, foram ouvidas testemunhas, vítimas e funcionários da academia. O caso segue sob diligência do Departamento de Inquéritos Policiais (DIPO), buscando esclarecer circunstâncias do crime e responsabilizar os envolvidos. O estabelecimento operava sem alvará, o que também está sendo investigado no contexto da morte por intoxicação química.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Polícia Civil





