Aena, Zurich Airport e atual concessionária RioGaleão disputam concessão estratégica com novas regras contratuais

Leilão do Aeroporto do Galeão atrai propostas de Aena, Zurich e RioGaleão para assumir operação sob novas regras e modelo de outorga variável.
O Leilão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, recebeu propostas de três grupos na terça-feira (24), consolidando o interesse em assumir a operação deste importante equipamento estratégico. As concorrentes são a Aena, Zurich Airport e a atual concessionária RioGaleão, formada pelas empresas Changi e Vinci Airports. A disputa, prevista para o dia 30 de março na B3, em São Paulo, tem como critério o maior valor de outorga, com lance mínimo de R$ 932 milhões.
O contexto e importância do Leilão do Aeroporto do Galeão para a infraestrutura brasileira
O Leilão do Aeroporto do Galeão surge como uma resposta a uma das maiores dificuldades enfrentadas na infraestrutura aeroportuária do país nas últimas décadas. Desde que foi concedido em 2013, o aeroporto passou por um cenário econômico adverso, com a recessão e os impactos da pandemia afetando a sustentabilidade do investimento inicial, que havia contemplado um lance de R$ 19 bilhões. O terminal, uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros e um elo fundamental na malha aérea doméstica, movimentou cerca de 18 milhões de passageiros em 2025, representando 13% do tráfego aéreo nacional.
Novas regras contratuais e mudanças no modelo de gestão após o leilão
O vencedor do leilão terá que operar o Aeroporto do Galeão sob um novo contrato que incorpora mudanças significativas. Entre elas, destaca-se o término da sociedade com a Infraero, que atualmente possui 49% de participação na concessão. Além disso, foi retirada a obrigação da construção de uma terceira pista de pousos e decolagens, o que altera o escopo do projeto e os investimentos necessários. A modalidade de pagamento da outorga também mudou, passando de um valor fixo para um modelo variável, equivalente a 20% do faturamento bruto do aeroporto, o que pode influenciar a gestão financeira e operacional da concessão.
Impactos esperados no turismo e no setor aéreo com a nova concessão do Galeão
O Aeroporto do Galeão é fundamental para o fluxo de turistas estrangeiros e para o desenvolvimento econômico da região. A nova concessão, ao modificar o modelo de gestão, pretende garantir maior sustentabilidade financeira e operacional, alinhando o aeroporto às demandas do setor aéreo atual. A expectativa é que o processo contribua para a melhoria dos serviços, aumento da eficiência e atração de novos investimentos, beneficiando diretamente o turismo e a economia local. A participação de players internacionais como a Aena e Zurich Airport reforça o interesse estratégico pelo aeroporto e a aposta na retomada do setor aéreo.
Histórico e desafios enfrentados pela atual concessionária RioGaleão
Desde a concessão original em 2013, liderada por consórcios que incluíam a Odebrecht e a Changi, o Aeroporto do Galeão não atingiu as projeções iniciais de crescimento. A recessão econômica e, posteriormente, a pandemia de Covid-19 impactaram severamente o movimento de passageiros e a rentabilidade do empreendimento. A atual concessionária RioGaleão enfrenta o desafio de readequar suas operações diante do novo cenário contratual, inclusive com a perda da parceria com a Infraero e alterações no modelo de pagamento. A competição no leilão expressa o interesse do mercado em redefinir o futuro operacional do aeroporto sob condições mais ajustadas à realidade atual.
Perspectivas para o processo de licitação e cenário regulatório
O leilão do Aeroporto do Galeão é fruto de um processo de repactuação contratual conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que avaliou a necessidade de adaptação das condições para garantir a viabilidade do empreendimento. A licitação, considerada estratégica, almeja estabelecer um modelo mais flexível e sustentável para a operação do terminal. A decisão final do certame, que ocorrerá na B3 em São Paulo, poderá servir de referência para futuras concessões e para a reestruturação de ativos públicos sob regime de parcerias público-privadas, refletindo as novas dinâmicas econômicas e regulatórias do setor aéreo brasileiro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Aeroporto do Galeão





