Ministro se sente realizado após dois anos de gestão e discute sucessão.

Após dois anos à frente do Ministério da Justiça, Lewandowski deve deixar o cargo nas primeiras semanas de 2026, em meio a discussões sobre sua sucessão.
O futuro de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça está em pauta, e a expectativa é que ele deixe o cargo nas primeiras semanas de 2026. Após dois anos de trabalho, Lewandowski parece estar satisfeito com o que conquistou e a sensação de dever cumprido é evidente.
O papel de Lewandowski na Justiça
Lewandowski, que assumiu a pasta em 2024, trouxe uma abordagem inovadora para o combate ao crime organizado. Sob sua liderança, o ministério não apenas fortaleceu a legislação existente, mas também introduziu novos projetos significativos, como a PEC da Segurança e o PL Antifacção. Essas iniciativas visam aumentar as penas para crimes ambientais e melhorar a demarcação de terras indígenas, além de estabelecer acordos internacionais para combater o crime.
Conversas com Lula
Apesar de sua intenção de deixar o cargo, o presidente Lula expressou o desejo de que Lewandowski permaneça mais tempo. Durante conversas informais, ambos discutiram a importância de encontrar um sucessor à altura, o que torna a data de saída ainda indefinida. Essa relação de respeito e prestígio entre o presidente e o ministro é um fator que pode influenciar a decisão final de Lewandowski.
Expectativas para o futuro
O ministro já havia sinalizado em entrevistas anteriores sua intenção de se afastar antes da reforma ministerial prevista para abril. Lewandowski fez uma declaração jocosa sobre seu futuro, mencionando que poderia se tornar “ministro dos meus netos”, o que sugere uma vontade de se afastar da vida pública para se dedicar à família.
A gestão de Lewandowski é vista como um marco para a esquerda, que até então carecia de um projeto coeso para o combate ao crime. As ações implementadas durante seu tempo à frente do ministério foram amplamente elogiadas, e sua saída, embora esperada, deixará um legado significativo que precisará ser continuado pelo próximo ministro.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo





