Lilia Guerra reflete sobre sua escrita e interrupções diárias

A autora de 'Perifobia' compartilha seu espaço criativo e desafios.

Lilia Guerra reflete sobre sua escrita e interrupções diárias
Lilia Guerra em seu espaço de escrita, carinhosamente chamado de 'cafofo'. Foto: Eduardo Knapp / Folhapress.

A escritora Lilia Guerra revela suas experiências e desafios ao escrever em meio a interrupções diárias.

Reflexões de Lilia Guerra sobre sua rotina de escrita

Lilia Guerra, escritora e auxiliar de enfermagem, compartilha sua experiência de escrever em meio a um cotidiano repleto de tarefas e interrupções. Em sua casa na Cidade Tiradentes, em São Paulo, a autora de “Perifobia” reflete sobre como sua rotina é marcada tanto pela literatura quanto pelo trabalho na saúde.

O desafio de ser interrompida

Guerra admite que a ideia de ter um espaço isolado para escrever é atraente, mas não é uma realidade para ela. “Essa é a minha realidade, não tenho alguém para me ajudar com meu dia a dia”, explica. Apesar de trabalhar em uma escala de 12 por 36 horas, a escritora sente que não consegue se dedicar tanto quanto gostaria à sua produção literária.

O ambiente de criação

O espaço que ela chama de “seu cafofo” é onde ela se sente mais confortável para criar. Cheio de inspirações afetivas, seu ambiente de escrita contém livros, revistas e objetos que a conectam com a sua história e suas lembranças. É nesse espaço que Guerra busca se concentrar, apesar dos desafios externos, como o barulho da rua.

Produção e ansiedade

Com o aumento do reconhecimento de sua obra, Guerra admite que a pressão para produzir mais livros a deixa ansiosa. “Agora eu penso mais sobre o que estou escrevendo, e isso acaba diminuindo minha produção”, confessa. Ela está atualmente trabalhando em uma nova história que aborda microviolências de gênero, refletindo sobre a atualidade e suas experiências pessoais.

Conexão com a comunidade

A autora também destaca a importância de sua conexão com a comunidade e a arte. Ao sair de casa, é impossível não notar o grafite colorido em seu portão, onde se lê a palavra “Perifobia”, um símbolo da relação que ela tem com seu entorno e com os leitores.

Guerra prossegue, determinada a continuar sua jornada literária, compartilhando seu talento e experiências para inspirar outros, enquanto equilibra sua vida profissional e a paixão pela escrita.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Eduardo Knapp / Folhapress