Lindbergh critica projeto de redução de penas e anuncia ação

Deputado do PT questiona tramitação e constitucionalidade do PL.

Lindbergh Farias anuncia judicialização do projeto de redução de penas.

Consequências da redução de penas

A proposta de redução de penas para aqueles condenados por crimes relacionados aos ataques em 8 de janeiro de 2023 gerou forte controvérsia. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, expressou suas preocupações nas redes sociais, afirmando que a aprovação do projeto pode levar a uma judicialização da questão no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, o texto fere a Constituição e oferece uma proteção inadequada à democracia.

O projeto e suas implicações

A votação do projeto na Câmara ocorreu na semana passada e, atualmente, ele se encontra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator, Esperidião Amin (PP-SC), fez emendas ao texto para garantir que as novas contagens de penas para crimes contra a democracia não afetem a progressão de penas para crimes comuns. No entanto, Lindbergh contesta essa justificativa, argumentando que as emendas alteram o cerne da proposta, o que poderia impactar milhares de pessoas.

Rito legislativo e críticas

Além das questões de mérito, Lindbergh criticou o rito seguido na CCJ, que permitiu uma vista coletiva de apenas quatro horas após a apresentação do parecer. Ele considera esse procedimento antirregimental e uma afronta ao devido processo legislativo. “O projeto não estava em regime de urgência, e a vista é um direito da minoria”, afirmou.

Próximos passos

Com a votação prevista para ocorrer em breve, o futuro do projeto de lei permanece incerto. Lindbergh se comprometeu a levar a questão ao STF, caso a proposta seja aprovada, enfatizando a importância de proteger os princípios democráticos e a integridade das leis penais no Brasil.