Lula abre 8 pontos sobre Flávio em simulação de 2º turno

Pesquisa Quaest de julho mostra vantagem do presidente que cresce dois pontos em um mês; aprovação supera desaprovação pela primeira vez desde dezembro

Lula abre 8 pontos sobre Flávio em simulação de 2º turno
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulação de segundo turno. Foto: Reprodução — 1 de 5
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra presidente com 45% das intenções de voto contra 37% do senador em eventual segundo turno da eleição presidencial.

Pesquisa Quaest segundo turno: Lula abre 8 pontos sobre Flávio

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) revela crescimento na vantagem do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno. O presidente marca 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37%, consolidando uma diferença de oito pontos percentuais.

Trajetória da competição eleitoral

Os números revelam uma inflexão significativa na campanha. Em junho, Lula tinha 44% e Flávio 38%, gerando uma diferença de seis pontos. Ainda em maio, a margem era menor: 42% para Lula contra 41% de Flávio, caracterizando um empate técnico. Em abril, Flávio chegou à frente numericamente, com 42% contra 40% do presidente. Em março, ambos pontuavam 41% cada. Essa sequência indica movimento progressivo do petista desde primavera.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca que a vantagem de Lula para Flávio “oscilou 2 pontos positivamente no último mês”, consolidando tendência de crescimento.

Aprovação do governo bate marca histórica

O levantamento marca um ponto de inflexão na percepção do governo. Pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação supera numericamente a desaprovação: 48% dos entrevistados aprovam a gestão do petista, enquanto 47% desaprovam. Esse equilíbrio reflete mudança no clima político em torno da administração federal.

Fragilidades da campanha bolsonarista

Segundo análise do diretor da Quaest, a campanha de Flávio Bolsonaro apresenta “fragilidade”. O fator mais expressivo apontado é o conflito com Michelle Bolsonaro, que ficou conhecido pela metade dos brasileiros. O episódio gerou desgaste reputacional do senador em segmento considerável do eleitorado, impactando tanto sua imagem pessoal quanto a viabilidade de sua candidatura em cenários de votação em segundo turno.

Os dados sugerem que, mantidas as condições atuais, o presidente partiria para um eventual segundo turno em posição mais confortável que em meses anteriores.