Lula diz estar convicto que Senado aprova PEC do fim da escala 6×1

Presidente afirma que mudança é prioridade do governo. Votação está prevista para a semana após o primeiro turno das eleições.

Lula diz estar convicto que Senado aprova PEC do fim da escala 6x1
Luiz Inácio Lula da Silva durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (2) estar convicto de que o Senado Federal aprovará a PEC sobre o fim da escala 6×1.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (2) estar “convicto” de que o Senado Federal aprovará a PEC sobre o fim da escala 6×1.

Segundo o presidente, a medida é “uma prioridade do nosso governo e uma mudança que o Brasil precisa fazer”. Lula afirmou ainda que “trabalhadores e trabalhadoras não podem viver apenas para trabalhar. Precisam ter tempo para a família, para estudar, descansar e viver, com dois dias de descanso por semana e sem redução de salário”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou a proposta na pauta do plenário da Casa Alta para a semana após o primeiro turno das eleições. A partir de terça-feira (6), senadores podem avançar com a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

A PEC ficou parada por quase cinco meses no Senado, com seu destino comandado por Alcolumbre mesmo sob pressão do Governo Federal para aprovação. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça na última semana de trabalhos do Legislativo antes do período eleitoral, mas não chegou ao plenário naquele momento.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou à CNN que seria “um ganho enorme” para o governo se a proposta passasse pelo Senado na semana que vem. Ele ressaltou o trabalho de articulação com os presidentes do Legislativo para a tramitação da proposta e comparou o cenário trabalhista nacional com demais países que aboliram a escala de trabalho 6×1. Guimarães assumiu o cargo em abril e teve como principal missão a aprovação da medida junto ao Congresso.

O texto define uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários. A primeira etapa ocorre 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda. Na prática, a proposta garante o fim da escala 6×1 — de seis dias de trabalho e um de folga — com a determinação de dois dias de descanso, que também passará a valer 60 dias depois da promulgação.