Lula critica debates eleitorais e diz que não produzem nada

Presidente afirmou em podcast que disputas com múltiplos candidatos são infrutíferas e virou-se contra formato de campanha tradicional

Lula critica debates eleitorais e diz que não produzem nada
Presidente Luiz Inácio Lula Silva em ato oficial no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula afirmou que debates eleitorais não produzem nada e servem para disputa de quem lacra mais, em entrevista ao podcast Flow nesta quinta-feira.

O presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º), em entrevista ao podcast Flow, que os debates eleitorais “não produzem nada” e servem para disputa de “quem vai lacrar mais”.

“O bom debate é do segundo turno, que é tête-à-tête. Quando tem cinco ou seis candidatos, você fala um minuto e espera dez minutos. Não tem sequência. Eu acho que esses debates são infrutíferos, não produzem nada. E aí começam a fazer gracinha, piada, pegadinha”, disse Lula.

“Quando você disputa a Presidência é algo sério, não está discutindo quem vai lacrar mais. Eu sinceramente não gosto deste tipo de debate”, completou o presidente. Lula decidiu não comparecer a nenhum debate antes do primeiro turno das eleições.

A TV Globo cancelou o debate presidencial que estava marcado para quinta-feira (1º). Segundo a emissora, foram recebidas duas notificações relacionadas ao debate “que interferem nas regras previamente acordadas”, o que levou à decisão de seu cancelamento.

No momento do cancelamento, os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) já estavam nas dependências da emissora. Flávio Bolsonaro (PL) havia cancelado sua participação dias antes.

A primeira notificação recebida pela Globo refere-se à decisão da ministra Estella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atendeu a pedido da coligação do presidente Lula sobre não permitir perguntas diretas e não deixar o púlpito vazio durante o evento.

A segunda notificação diz respeito à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate, ampliando o número de participantes e alterando as condições acordadas originalmente.

O cancelamento ocorre em contexto de disputas judiciais sobre as regras de participação nos debates presidenciais, com diferentes órgãos do Poder Judiciário emitindo decisões que afetam diretamente o formato e a realização dos eventos de campanha.