Lula critica integrantes permanentes do conselho de segurança da onu como senhores da guerra

Durante encontro na Espanha, presidente Lula cobra atuação efetiva dos membros permanentes da ONU para garantir paz mundial

Lula critica integrantes permanentes do conselho de segurança da onu como senhores da guerra
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento em Barcelona Foto: Reprodução/CanalGov — Foto: O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva  • Reprodução/CanalGov

Lula critica membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU por paralisia na promoção da paz e os chama de "senhores da guerra".

Lula chama integrantes do Conselho de Segurança da ONU de “senhores da guerra”

Na reunião da Mobilização Progressista realizada em Barcelona no dia 18 de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas contundentes ao Conselho de Segurança da ONU, composto por membros permanentes como Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. Lula qualificou esses líderes como “cinco senhores de guerra”, destacando a responsabilidade deles em garantir a paz global.

O presidente pontuou que a função original do Conselho, criada após a Segunda Guerra Mundial para manter a estabilidade mundial, está comprometida pela dinâmica dos vetos que impedem a resolução de conflitos. Lula destacou que a paralisia do órgão tem permitido que guerras se perpetuem, prejudicando principalmente o Sul global, que sofre as consequências sem ter provocado os conflitos.

Contexto da crítica e cenário geopolítico atual

O pronunciamento de Lula ocorre em um contexto de tensão crescente nas relações internacionais, marcado por intervenções militares, cortes significativos em ajuda humanitária e crises diplomáticas. A mobilização progressista busca defender o multilateralismo frente a posturas unilaterais que, segundo o presidente, ameaçam a ordem global estabelecida.

Durante o encontro em Barcelona, Lula também abordou os impactos da instabilidade política e militar em países menos desenvolvidos, ressaltando a importância de repensar o papel das instituições internacionais para a promoção efetiva da paz e justiça global.

A Mobilização Progressista e o fortalecimento da esquerda global contra a ultradireita

O evento em Barcelona, denominado “Em defesa da democracia”, reúne lideranças e movimentos de esquerda com o objetivo de articular estratégias conjuntas para responder ao avanço da ultradireita em diversas regiões, especialmente após as eleições para o Parlamento Europeu em 2024.

Promovida pelo governo espanhol e redes políticas progressistas, essa mobilização global também enfatiza questões relacionadas à transição ecológica e à defesa dos direitos democráticos, buscando construir um frente sólida para enfrentar desafios globais.

O papel dos membros permanentes do Conselho diante dos desafios globais

Lula convocou diretamente os presidentes Donald Trump, Xi Jinping, Vladimir Putin, Emmanuel Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido para que cumpram com suas obrigações no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a sobrevivência do planeta depende da capacidade desses líderes de superarem divergências e adotarem medidas concretas para cessar conflitos armados.

A crítica evidencia a necessidade de reformas na governança global para que o órgão possa agir de forma mais eficaz e justa, especialmente visando proteger os países mais vulneráveis das consequências das guerras.

Compromissos internacionais e agenda do presidente Lula após o encontro

Após sua participação no fórum em Barcelona, o presidente Lula segue para compromissos oficiais na Alemanha e em Portugal, onde pretende fortalecer as relações bilaterais e discutir temas de interesse mútuo, retornando ao Brasil no dia 21 de abril de 2026.

Essas viagens reforçam a atuação diplomática do governo brasileiro em prol do multilateralismo e da busca por soluções pacíficas para conflitos globais, alinhadas à mensagem transmitida durante o evento da Mobilização Progressista.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva  • Reprodução/CanalGov