Presidente seleciona três servidores para assumir interinamente cargos na diretoria colegiada da ANA em caso de vacância
Lula indicou três servidores da ANA para a lista de substitutos da diretoria colegiada, garantindo continuidade em cargos até nomeação oficial.
Ana Paula Fioreze, Viviane Brandão e Joaquim Gondim assumem como substitutos na diretoria da ANA
Em 15 de janeiro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva designou três servidores de carreira da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) para compor a lista de substitutos da diretoria colegiada da autarquia. Ana Paula Fioreze foi escolhida como primeira substituta, seguida por Viviane dos Santos Brandão e Joaquim Guedes Corrêa Gondim Filho. Todos ocupam cargos de superintendência na agência e poderão assumir funções interinamente em caso de vacância nos cargos da diretoria, garantindo assim a continuidade da gestão até que um diretor titular seja indicado e aprovado pelo Senado Federal.
Procedimentos legais para substituição temporária na diretoria colegiada da ANA
A indicação desses servidores segue o previsto na Lei das Agências Reguladoras, que determina que para cada vaga na diretoria colegiada, seja formada uma lista tríplice de substitutos, encaminhada à Casa Civil. A lista de substituição permite que os servidores assumam de forma interina por até 180 dias, podendo ser convocados conforme a ordem de precedência e o sistema de rodízio em caso de múltiplas vacâncias simultâneas. Os servidores podem permanecer nessa lista por até dois anos, com possibilidade de recondução, conforme a necessidade do órgão e decisão do governo federal.
Importância da ANA na regulação dos recursos hídricos e saneamento básico
A ANA exerce papel central na formulação e fiscalização das políticas públicas relativas aos recursos hídricos de domínio da União e à normatização do saneamento básico em todo o Brasil. A estabilidade na diretoria colegiada é essencial para garantir a continuidade dos trabalhos regulatórios e a implementação de políticas estratégicas que impactam diretamente a qualidade e a sustentabilidade do abastecimento de água e do tratamento de esgoto no país.
Contexto das indicações para as diretorias das agências reguladoras em 2026
Além das designações na ANA, o presidente Lula tem um total de 23 nomeações previstas para as diretorias das agências reguladoras em 2026, número superior às indicações realizadas em 2025. Essa movimentação inclui a Agência Nacional de Mineração (ANM), que enfrentará um número significativo de vagas a serem preenchidas durante o ano, e outras agências como Ancine e ANTT, que têm composições específicas em seus conselhos. O cenário indica um período de transição e renovação nos órgãos reguladores, com impacto potencial na governança e na política regulatória federal.
Panorama atual das diretorias das principais agências reguladoras brasileiras
A composição das diretorias das agências reguladoras brasileiras apresenta variações significativas em mandatos e ocupações interinas. Por exemplo, na Anatel há conselheiros interinos e titulares com mandatos que se estendem até 2029. Na Aneel, a diretoria está completa com mandatos que vão até 2030. Outras agências como ANS e Anatel contam com cargos ocupados por interinos até que novas indicações sejam aprovadas. Esse panorama reflete a dinâmica de gestão e a necessidade constante de manutenção da estabilidade institucional para garantir o funcionamento adequado destes órgãos essenciais ao setor público e à economia do país.





