Presidente expressa pesar pela perda da ialorixá que liderou o Terreiro do Gantois.
O presidente Lula lamentou a morte de Mãe Carmen, destacando seu legado no candomblé.
Morte de Mãe Carmen: um luto coletivo
A notícia da morte de Mãe Carmen Oxaguian, que ocorreu na noite de 26 de dezembro de 2025, trouxe tristeza a muitos brasileiros, especialmente à comunidade do candomblé. A ialorixá, que liderou o Terreiro de Gantois em Salvador por mais de 20 anos, foi uma figura central na preservação e promoção da cultura afro-brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu pesar em uma carta, destacando a importância de sua liderança e o impacto que teve na espiritualidade e na cultura do país.
O legado de Mãe Carmen
Mãe Carmen, que nasceu Carmen Oliveira da Silva, foi iniciada no candomblé aos sete anos e dedicou sua vida à prática e ao ensinamento da religião. Sob sua liderança, o Ilé Ìyá Omi Àse Ìyamase, conhecido como Terreiro do Gantois, tornou-se um dos locais mais respeitados de culto e espiritualidade no Brasil. Lula ressaltou que Mãe Carmen manteve viva a tradição ancestral transmitida por Mãe Menininha e outras matriarcas, assegurando que a chama da espiritualidade africana continuasse a brilhar na cultura brasileira.
Reações à perda
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também se manifestou nas redes sociais, lembrando Mãe Carmen como uma mulher de fé que liderou com amor e acolhimento. O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania divulgou uma nota de pesar ressaltando a enorme perda que a partida de Mãe Carmen representa para o povo de santo e para o Brasil.
Artistas como Gilberto Gil também expressaram sua tristeza pela morte da ialorixá, lembrando seu legado e o impacto que teve na música e na cultura. O velório de Mãe Carmen ocorre até o dia 27 de dezembro, quando será enterrada em Salvador, cercada por amigos, familiares e comunidade.
Um momento de reflexão
A morte de Mãe Carmen não é apenas uma perda pessoal para seus familiares e amigos, mas um momento de reflexão sobre a importância das tradições afro-brasileiras e o papel das lideranças religiosas na sociedade. A sua vida e legado permanecem como um testemunho da força da espiritualidade e da importância da ancestralidade na formação da identidade cultural do Brasil.





