Presidente pretende convocar gestores estaduais que apoiaram Bolsonaro, incluindo Tarcísio de Freitas e Douglas Ruas, em estratégia de pacificação política.

Em busca de aumentar a governabilidade, Lula pretende convocar reuniões com governadores eleitos, inclusive de direita e apoiadores de Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende convocar reuniões com governadores eleitos e reeleitos, inclusive de direita, como parte de uma estratégia de pacificação política para aumentar a governabilidade de seu quarto mandato.
Segundo informações do Palácio do Planalto, a iniciativa visa demonstrar que o petista abrirá diálogo com todos os gestores estaduais, incluindo aqueles que apoiaram seu adversário no segundo turno da disputa nacional. O objetivo também é tentar enfraquecer movimento capitaneado pelo candidato derrotado de questionar o resultado do pleito nacional.
O cronograma prevê, em primeiro lugar, encontros com governadores alinhados à gestão federal, para discutir apoios federais a projetos e programas. Na sequência, devem ser convocados nomes de postura moderada, como Raquel Lyra (Pernambuco) e Cleitinho Azevedo (Minas Gerais).
Por fim, Lula planeja convidar ao Palácio do Planalto governadores que apoiaram abertamente candidatos da oposição, como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Douglas Ruas (Rio de Janeiro) e Luciano Zucco (Rio Grande do Sul).
Como seu último mandato, o presidente tem afirmado que não atuará com rivanchismo e que seu projeto é trabalhar junto com governistas e oposicionistas. Lula também tem sinalizado que pretende conversar com candidatos derrotados no primeiro turno na tentativa de incorporar projetos e propostas.
Os nomes de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) são citados no Palácio do Planalto como possíveis interlocutores nessa estratégia. Na avaliação do petista, o resultado no primeiro turno funciona como termômetro para a nova gestão, indicando que a população brasileira não aprovou o terceiro mandato.
O presidente reeleito afirma estar disposto a fazer mudanças para melhorar a avaliação do governo, que deve terminar o ano ainda em patamar baixo conforme análises do Palácio do Planalto.






